Carnaval: saiba como proteger seus olhos dos perigos da folia

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Dr. Wesley Moreira médico oftalmologista   (Ifoto divulgação)
Dr. Wesley Moreira médico oftalmologista (foto divulgação)

As festas de Carnaval reúnem muitas das condições favoráveis ao aparecimento da conjuntivite, inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que reveste a parte interna da pálpebra e a parte branca dos olhos, a esclera. Surtos de conjuntivite são comuns após a festa de Momo, tendo em vista o período de incubação da doença estender-se de 4 a 7 dias após a contaminação. Prevenir ainda é o melhor remédio para não correr o risco de ir para a casa mais cedo. O médico oftalmologista do DayHORC, Wesley Moreira (CREMEB 20855), fala sobre a doença e dá dicas para manter os olhos saudáveis durante todo o ano.

As conjuntivites podem ser desencadeadas a partir de casos clínicos de alergias, contato com substâncias químicas irritantes, trauma, ou mesmo por infecção por vírus ou bactéria, esses últimos dois casos estão diretamente relacionados ao alto risco de contaminação. Assim, ainda estão listadas como condições favoráveis para o aparecimento da conjuntivite, a permanência em locais abafados e com grande aglomeração de pessoas, o calor e a baixa umidade do ar, típicos no alto Verão, além do uso excessivo de maquiagens e pintura de faces comuns do Carnaval.

Sobre a manifestação da inflação da conjuntiva, a fase aguda da doença leva entre 7 e 10 dias e o principal sintoma é a vermelhidão. “No entanto, quase sempre este sintoma vem acompanhado de outros, a exemplo da sensação de estar com os olhos arranhando, fotofobia, coceira, inchaço nas pálpebras, lacrimejamento excessivo, além da produção de secreção amarelada no canto dos olhos”, declarou o médico.

Conjuntivite ( foto demonstração)
Conjuntivite ( foto demonstração)

O alerta do médico Wesley Moreira fica para os principais cuidados que toda pessoa pode ter para prevenir a conjuntivite: lavar as mãos continuamente e antes de coçar os olhos; não compartilhar objetos pessoais, a exemplo de maquiagens e sabonetes; usar óculos escuros e barreiras de proteção, como bonés e chapéus; evitar aglomeração e principalmente o contato com pessoas que estejam com conjuntivite, além de uso de sprays, espumas, ou produtos que possam causar traumas à visão.

Por fim, a médica alerta para a importância de procurar o médico especialista assim que os primeiros sintomas aparecerem, principalmente por conta de a conjuntivite ser facilmente confundida com outras doenças, o que pode retardar o correto tratamento. Assim, também é comum nesta época do ano o aumento significativo nos casos de terçol, alergias oculares e inflamação das pálpebras (blefarite), esta mais comum em mulheres, devido ao uso de produtos de maquiagem fora da validade ou de baixa qualidade.

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