Aconteceu o 2º júri de cadeira vazia, o réu foi inocentado.

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Ao lado de Dr. João e serventuários,  Dr. Otaviano lê a sentença ( foto Pbarbosa)
Ao lado de Dr. João e serventuários, Dr. Otaviano lê a sentença ( foto Pbarbosa)

Dando continuidade a pauta de julgamentos, no fórum de Eunápolis, nesta 4ª feira 19-03 realizou-se mais um julgamento e mais uma vez o réu não estava presente. Entendam, o Juiz manda o oficial de justiça notificar o reú, quando este está em liberdade de que ele, será julgando em determinada data, quando o réu não é encontrado ele é citado por edital, e quando mesmo assim ele não responde, a júri acontece com a cadeira vazia.

O 1º júri, o réu Alecssandro Gonçalves Santos, não estava presente e por ser vítima acabou sendo absolvido. Neste julgamento desta 4ª feira, o réu Valdenir Dias Tourinho, vulgo “Tourinho”, de São Paulo, também foi absolvido, mas, desta vez por falta de provas.  O fato foi o seguinte, Silmário Santos Castro e seu irmão Celso Luiz Santos Castro, entraram no Bar do Valdir no Alecrim II e pediram uma cerveja, momentos depois chegaram Valdemir Dias Tourinho, o “Tourinho” e Valmir Pinheiro dos Santos vulgo “Coco” de Itabuna, e fizeram vários disparos contra Tourinho e Coco e na saraivada de balas, ainda saiu ferida, Ana Cristina de Jesus Neres esposa de Valdir dono do bar.

A policia depois de tomar conhecimento do tiroteio, solicitou e a justiça decidiu acatar o pedido de denuncia contra Valmir Valdemir, decretando a prisão preventiva dos dois. Fato este acontecido 16/05/2005.  À época foi pedido ao HGE o laudo dos dois atendimentos sobre e que até hoje ainda não chegaram às mãos da justiça. Por outro lado os juristas encontraram algo de anormal no inquérito, pois, os irmãos Castro ao depor na policia, não mudaram uma vírgula do que disseram, não houve nenhuma diferença entre os depoimentos.

Por outro lado todos foram ouvidos neste episódio, mas o depoimento que poderia colocar os agressores na cadeia era o de Ana, que ao depois buscou todos os meios de não identificar o Tourinho, dizendo que sua casa foi invadida por 2 rapazes e que não ouviu nenhum disparo e só depois se deu conta de que havia sido ferida, mas não viu e não sabe quem atirou.

Para este julgamento, soube-se que Tourinho estava preso em Porto Seguro, pois ele tem várias passagens por outros delitos, e a informação é que ele havia fugido, e que Valmir Pinheiro dos Santos já tinha falecido e que Tourinho que foi julgado, por falta de provas contra ele, foi pedido a sua absolvição por falta de provas.

Mesmo desta forma o Promotor Dr. João Alves, fez o seu trabalho de acusação contando para os jurados 4 homens e 3 mulheres, a vida pregressa de Tourinho, as passagens pela policia, mas como os crimes dele foram cometidos em outra comarca, o crime de tentativa de homicídio contra os irmãos  Castro, por falta de provas Tourinho foi absolvido.

Porém no início do julgamento, Dr. João Alves sempre faz um prólogo com ênfase ao que está se julgando,  e que existem duas sociedades, a criminosa e a sociedade que sofre os atentados, pois para ele não existe ressocialização, pelo fato de os criminosos nunca terem sido de nenhuma sociedade, a não ser a deles mesmos, e que não existe pena de ressocialização, pena é pena, pena é algo punitivo, como querer ressocializar quem nunca foi sociável e, que pena é algo punitivo para quem transgride a lei.

Já no final do julgamento, Dr. Otaviano Sobrinho, falou de forma muito educada e ética, mas para quem entende um pongo é letra, que a sociedade é hipócrita, que muitas vezes reclama por algo sem necessidade e quando existe realmente a necessidade de uma reclamação mais enfática, de uma movimentação mais efetiva, esta mesma sociedade  se omite, e paga pela sua omissão. Falando isto, ele disse que recebeu um oficio, do chefe da defensoria pública, solicitando total apoio aos advogados da defensoria, e que a eles fossem reservadas todas as facilidades e segurança. Dr. Otaviano riu quando disse que nem o chefe do setor sabe o que está acontecendo em sua pasta, pois os 3 advogados da defensoria pública, que são concursados e que foram enviados para Eunápolis, sem nenhuma explicação ficaram na cidade 15 dias e foram embora sem nem dar “tchau”.

Dr. Otaviano, com toda ética e educação que lhe são peculiares, mas fazendo uso de suas prerrogativas, fez severas criticas ao setor governamental que não sabe o que acontece em suas próprias hostes e isto é um descrédito para o Governo, e que, se os 3 advogados quisessem realmente trabalhar, eles trabalhavam em uma mesa até no corredor do fórum, ou então pediriam o prefeito uma sala para que eles pudessem trabalhar, mas foram embora, e com isto gera 2 prejuízos, primeiro que obriga ele a determinar um advogado dativo par cuidar de processos de quem não pode pagar um advogado e o outro é que, a estes advogados dativos , o governo não paga nada como honorários, ou seja, por estas  palavras, o que nós podemos entender é que, o governo  aproveita e economiza nas costas dos outros. Mas podem ter uma certeza,  quando nós jornalistas entendemos o que é uma sociedade hipócrita e que se esconde por trás de qualquer coisa para se omitir e por isto não vai ao Fórum para ver o que acontece por lá, ainda sobra a exclusividade do rota51.com em fazer a cobertura  e mostrar como é feita a justiça em Eunápolis, e pode ter certeza, que a justiça é feita, o que prejudica são as leis feitas pelo Congresso Nacional que amarra as mãos dos promotores e juristas, e depois ainda por “linhas Travessas” a fazerem caminhadas, passeatas, pedindo a mesma justiça.

Em mais este julgamento atuaram como operadores do direito e da justiça, o representante do Ministério Público na acusação o promotor Dr. João Alves Neto, na defesa como advogado dativo, ou seja, defensor nomeado e de graça, Dr. Fabrício Ghill Frieber e, que mesmo dativo, sempre acata as solicitações do magistrado e por isto goza deste, a maior simpatia pelo atendimento a todas as solicitações.

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