Justiça julga réu com vários processos. Em 2013 pegou 16 anos por outro crime.

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Francisco chegando escoltado ao fórum para mais um julgamento  /  fotos  Pbarbosa
Francisco chegando escoltado ao fórum para mais um julgamento / fotos Pbarbosa

Nesta 2ª feira,  15/09, o réu Francisco José da Costa filho 40, mais uma vez foi a julgamento desta vez por tentativa de assassinato também em Itabela, segundo o Promotor público Dr. Dinalmari Mendonça Messias,  trata-se de elemento de alta periculosidade e com penas por homicídio em  São Paulo em 1999  e Espirito Santo por estelionato, a saber que em 15/05/2013, Francisco foi condenado em  julgamento em Eunápolis a 16 anos de reclusão, por, segundo o Ministério Público, ter matado dentro de casa em Itabela  uma pessoa conhecida como Vavado, dentro de sua residência tendo a mulher e filho da vítima escondido dentro do banheiro para não morrer no ataque.

Destra vez, o caso foi uma agressão com lesões graves;  segundo  Francisco, ele havia chegado de São Paulo e foi a uma seresta e lá se encontrando com uma amiga e esta veio a cumprimenta-lo e o abraçou, momento em que outra pessoa, chegou e disse: “arranja outra p…., por que esta já é minha e em seguida apagou um cigarro no peito de Francisco, estre desferiu no agressor um soco e, em seguida pegou uma garrafa e desferiu uma garrafada no rosto de Alcides Lima de Souza, decepando parte de sua orelha e no rosto a desfiguração foi muito grave, segundo o Promotor, se pessoas que estavam no local, não tivessem levado Alcides para o hospital para os primeiros atendimentos,  ele poderia ter morrido. Devido a esta agressão a vítima ficou toda desfigurada.

Diante dos fatos, Dr. Dinalmari responsável pela acusação, buscou dentro dos autos, mostrar para os jurados, que embora esta não seja a primeira vez que cometia um crime, Francisco já cumpriu pena no ES por estelionato 171, em SP por assassinato, em júri desaforado de Itabela para Eunápolis, devido ao fato de testemunhas temerem por suas seguranças, devido a periculosidade de Francisco, onde ele foi condenado a 16 anos de reclusão,  agora Francisco foi levada a julgamento por mais este crime, a saber que na época, depois que houve a agressão, Francisco e o irmão foram ao hospital, para tentar terminar o serviço ou seja, terminar de matar Alcides, e que a policia foi acionada e o episódio terminou por aí. Este fato aconteceu no dia 16/03/2003, mas o caso só veio a tomar forma  em 2008. Também deveria estar neste processo o irmão de Francisco Adeildo Santos Costa já falecido. A qualificadora da promotoria seguiu a ideia inicial de tentativa de homicídio por motivo fútil.

A defesa ficou por conta do Dr. Antonio Apóstolo que teve ao seu lado um fiel escudeiro, o filho estagiário de direito Davidson Souza Lima, buscou de todas as formas desqualificar as bases da promotoria,  dizendo que o que aconteceu, foi obra do acaso e que não houve dolo no ato, que ao ser agredido, o revide foi mecânico e que a garrafada foi algo iminente, mas que Francisco nunca teve a intenção de desfigurar ou matar o seu oponente, mesmo que a vitima tenha tentado apagar o cigarro em seu peito.

Dr. Apóstolo disse que na realidade, Francisco foi realmente ao hospital, mas para fazer curativo em sua mão que há via se cortado com a garrafa, mas que em nenhum momento foi ao hospital com seu irmão tentando acabar de matar Alcides, como disseram as testemunhas, o que aconteceu na realidade foi o seguinte; Como todo mundo ficou sabendo da briga na mesma hora e Alcides chegou muito machucado no hospital, quando Francisco chegou para também ser medicado, houve um alvoroço danado que Francisco teve de ser atendido em um Posto de saúde.

Dr. Apóstolo durante o seu tempo buscou de todas as maneiras de tentar desmistificar as palavras ditas pela promotoria e que acusavam muito o seu cliente.

Na réplica Dr. Dinalmari buscou novamente mostrar a periculosidade de Francisco, expondo mais uma vez a “quadrilha ou gang dos paulistas”, da qual Francisco fazia parte, e em poucas palavras encerrou o seu comentário.

A defesa também veio para a tréplica, mas usou pouco o seu tempo, agradecendo ao corpo de jurados, a atenção dispensada  a ele, e pediu que em suas consciências, todos, buscassem amenizar a situação, pois o seu cliente e réu que estava sendo julgado, não era tão perigoso como estava sendo pintado.

Em seguida foram todos para a sala secreta, onde o MM Juiz presidente do Júri Dr.  Otaviano Sobrinho leu todos os quesitos e começou a votação. Depois de mais de uma hora, todos retornaram ao salão do júri e o Juiz Presidente Dr. Otaviano leu a sentença,

-Iniciando Dr. Otaviano, falou do processo, e falou da personalidade violenta de Francisco, reforçou os crimes cometidos, de sua pena que ainda está sendo cumprida em regime fechado em Eunápolis, falou da deformidade permanente da personalidade do réu, e de acordo com a votação, Francisco foi condenado a 9 anos de reclusão, mas devido a alguns atenuantes, a pena foi reduzida, para 6 anos de reclusão inicialmente em regime fechado, para depois obter os benefícios do recurso e ainda a pagar as custas processuais.

Dr. Otaviano foi o juiz Presidente, Dr. Dinalmari falou pela acusação, Dr. Antonio Apóstolo funcionou na defesa, e os 7 jurados, 6 homens e uma mulher, ditaram a sentença de mais este julgamento no fórum de Eunápolis.

Francisco ouvindo a sentença, mais 6 anos de cadeia  /  fotos Pbarbosa
Francisco ouvindo a sentença, mais 6 anos de cadeia / fotos Pbarbosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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