“É inaceitável”, diz promotora sobre o veto a implantação de uma Defensoria Pública em atendimento a mulher vitima de violencia doméstica

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Números divulgados pelo Ministério a Saúde mostram que houve 3.526 casos de estupros coletivos no ano de 2016 no Brasil. Ou seja, um a cada duas horas.

“As mulheres estão morrendo e parece que ninguém de importa”, desabafa a promotora de justiça, Gabriela Manssur.  Para ela, é necessário haver políticas de enfrentamento à violência e investimento de recursos na rede de proteção às mulheres para que este cenário assustador possa mudar.

VETO A IMPLANTAÇÃO DE UMA DEFENSORIA PÚBLICA

Ocorre que, na cidade de Eunápolis BA, foi apresentado ao Chefe do executivo, um projeto de Lei denominado “Defensoria Pública em face da violência doméstica” o referido projeto teve como fito implantar na cidade, mais especificamente dentro do prédio de assistência social, um órgão em defesa das vitimas de violência doméstica, com o auxilio de profissionais do sexo FEMININO, as vitimas certamente se sentiriam mais a vontade para relatar, qual foi a natureza da violência que lhe fora acometida, bem como a intimidade de uma mulher poder atender outra mulher, sendo que, um dos motivos das vitimas não procurarem ajuda é justamente a vergonha de se reportar a um inspetor do sexo masculino; Relatam algumas que até são ironizadas e negligenciadas. Não generalizando e discriminando o atendimento policial advinda por um profissional do sexo masculino, pois sabemos que são CASOS E CASOS, mas as próprias vitimas preferem um atendimento feminino. Sendo assim o vereador e advogado Jota Batista, mentor do projeto, redigiu no escopo do projeto justamente essas alegações, de que um atendimento de mulher para mulher seria mais eficaz, e que inclusive a secretaria de ação social foi escolhido estrategicamente para acolher essas vitimas, lhe dando todo o apoio necessário, psicológico e judicial, criando uma espécie de ABRIGO MARIA DA PENHA. O projeto passou pela Câmara de Vereadores e foi aprovado pelos Edis por unanimidade, sendo assim encaminhado ao Chefe do Executivo na pessoa do senhor Robério Oliveira, para que fosse apreciado, ressalto que estando em gozo do terceiro mandato como prefeito em Eunápolis, e conhecedor das dificuldades enfrentadas pela mulher que é vitima desse tipo de violência, pois dados de 2016, apontam 16.566 vitimas, envolvendo estupros, violência psicológica, atentado violento e não violento ao pudor, ameaças, surras, e homicídios, o prefeito ao invés de sancionar, VETOU o projeto.

 

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