Novo promotor fala sobre agressões à mulher e o que pode ser feito.

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PROMOTOR DR LUIZ FERREIRA

A equipe do rota51.com esteve na tarde desta 3ª feira, na sede do Ministério Público para um encontro-entrevista com o promotor da 7ª Promotoria de Justiça, quando este falou, sobre algo que existe há muito tempo e que de uns anos para cá, foi intensificado por vários motivos: “alcoolismo, drogas, permissividade, covardia” e, que o combate tem sido intensificado, mas ainda falta alguma coisa. Falta uma DEAM, Delegacia de Especializada no Atendimento à Mulher.

Recentemente, o vereador Jota Batista, fez e foi aprovado um projeto instituindo a Defensoria Municipal de Apoio à Mulher, mas tão logo o projeto chegou para a sanção, o prefeito entrou com um veto e que também foi aprovado, na realidade a entrevista com Dr. Luiz versou sobre este assunto, de acordo com a lei, somente o “estado” pode constituir uma promotoria; e o legislativo não pode criar nada que venha onerar o município.

Mas se o prefeito realmente tivesse vontade de instituir esta ação, poderia ter chamado o vereador, e solicitado a mudança de alguns itens e, tudo teria sedo feito em favor da mulher agredida. Com isto o prefeito demonstrou que ele não está nem aí para a mulher eleitora que vota nele, mas que ao ser agredida, não tem quem a socorra. Por causa deste veto, nasceu o projeto “CICATRIZES” da jornalista Aline Werneck e, que está movimentando o mundo jurídico de vários estados do Brasil, a 1ª parte já foi postada no rota51.com e tem tido uma repercussão muito grande.

Dr. Luiz, concedeu a entrevista que dentro em breve estará postada em uma das partes do projeto cicatrizes e, mostra o que deve ser feito, como ser feito e o que a justiça poderá fazer em caso de agressões de qualquer forma contra a mulher. Esta entrevista surgiu exatamente por causa do veto, não é possível que no século XXI homens ainda agridem a namorada, noiva ou até mesmo a mãe de seus filhos, esta demonstração de força desnecessária e por não ser punida é que leva gerações ao desentendimento interno-social.

Dr. Luiz, explicou que o Ministério Público que às vezes funciona como defensoria pública, visa dar apoio jurídico a quem precisa e não pode pagar um advogado, atua na defesa da tutela coletiva, mas que acaba, por necessidade da sociedade, ajudar também em processos únicos, na saúde, lei Maria da Penha e em muitos outros setores, em que a sociedade é omissa, o MP mostra a realidade da lei.

 

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