Júri desta 3ª Feira, tem desfecho diferenciado, resultado deve sair semana que vem.

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Valdeles, sendo interrogado pelo juiz presidente Dr. Otaviano Sobrinho

Tudo estava dentro do rito natural de julgamentos, chamada dos jurados, escolha dos 7 jurados, e a oitiva do réu Valdeles de Jesus Santos, isto porque o réu, precisa ser interrogado antes do julgamento, para que os jurados possam tomar conhecimento de suas declarações antes do julgamento, e aí surgiu uma surpresa, o réu, ao que parece, não é dono total de suas faculdades mentais, pois no seu interrogatório deu mostras de um pouco de deficiência.

A defesa DE Valdeles, entregou ao MM juiz, uma solicitação de avaliação psicológica do réu, rendo em vista a sua participação no seu depoimento, o MM juiz, arguiu ao promotor Dr. João a aceitação ou não do pedido, sem eu relato, Dr. João não aceitou o pedido e o MM juiz Dr. Otaviano prosseguiu com o julgamento.

O juiz presidente mais uma vez, foi o Dr. Otaviano Sobrinho, na acusação o representante do Ministério Público, Dr. João Alves, e na defesa o Dr. Antônio Pitanga e no bando dos réus Valdeles de Jesus Santos.

Ao responder as perguntas feitas pelo juiz presidente, Valdeles teve dificuldades em dar as respostas, e ás vezes, dava respostas incompletas, advindo daí e atuação da defesa.

Dr. João Alves na acusação

Dr. João Alves, iniciou como sempre sua atuação mostrando aos jurados, as diferentes formas de acusações, e cada uma delas com os crimes cometidos, comentou sobre a insanidade do réu e, sua predisposição para o crime. Tanto a acusação como a defesa, têm, em seus primeiros momentos 1 hora e meia, para atuarem na acusação, como na defesa, e, aos poucos Dr. João foi aos poucos mostrando uma outra realidade do réu, acabando por pedir a desclassificação do crimes, de homicídio tentado para lesão corporal, pois em seu depoimento, o réu, não sabia o que tinha feito, apenas sabia que realmente machucou alguém, ao falar a todos, contou que no dia, 27/06/2011, ele, Valdeles, há via sido brutalmente agredido na praça do bairro Minas Gerais, e estava todo machucado, e depois de conseguir se levantar, foi até a sua casa e pegou uma faca, imaginando descontar no seu agressor, mas ele não sabia quem era, então resolveu descontar em qualquer pessoa e a primeira pessoa que encontrou, foi Sandra Moura pei9xito, que por azar é mãe do seu agressor, ele desferiu algumas facadas, sendo contido pelo vizinho de nome Lourival, daí a polícia foi acionada e Valdeles acabou sendo preso ficando na cadeia por 4 meses. Valdeles, faz tratamento psiquiátrico, toma remédios controlados e tem epilepsia. Dr. João, inclusive disse que os atestados juntados ao processo, não condiziam, com a forma correta de descrever um paciente, pois foram atestados como se fosse, um atestado qualquer.

Atuando na defesa, Dr Antonio Pitanga

Ao final Dr. João reiterou o seu pedido de desclassificação criminal, mas antes disse que epilepsia, não deixa ninguém agressivo e muito antes pelo contrário, a doença prosta a pessoa, deixando-a inerte no chão até passar a crise. Depois foi a vez da defesa, quando o advogado Dr. Antônio Pitanga, fez as exposições fato, sob a ótica da defesa, mostrando também que o réu, não era dono total de suas faculdades mentais, por isto havia entregue ao MNM juiz, declarações médicas de que Valdeles é esquizofrênico paranoico, portanto é inimputável, Dr. Pitanga, falou por alguns minutos aos jurados e ao final agradeceu a todos. E nas qualificadoras apresentadas, tanto a Acusação como a defesa, usaram as mesmas prerrogativas, a desqualificação do crime de “homicídio tentado”, Para Leão corporal.

Dr Otaviano, perguntou a acusação se queria o direito de réplica, Dr João disse que não e, não havendo a réplica, não há tréplica, todos foram para a sala secreta, para a votação e em menos de 40 minutos estavam todos de volta.

O réu Valdeles indo depor.

Ao retornarem, Dr Otaviano ao ler a sentença, não disse que o réu estava absolvido ou não, mas terá alguns dias para prolatar a sentença, pois irá primeiro ver os atestados, fazer um estudo pormenorizado das condições psicológicas do réu parfa então assim, definir a sua situação, mas como foi aceita a desqualificação de homicídio tentado para leão corporal, o crime já prescreveu e Valdeles, pagou mais que devia, pois ficou 4 meses encarcerado. Mas se caso ele venha a ser condenado, a sua prisão será domiciliar. Valdeles foi porá casa com sua família.

Novo julgamento, será no próximo dia 16/11, às o8h30m, no fórum da cidade, av Artulino Ribeiro, bairro Dinah Borges.

 

 

 

 

 

 

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