Nesta 5ª feira, houve mais um julgamento no fórum de Eunápolis

0
370
Dr. Otaviano fazendo a chamada dos jurados

Dr. Otaviano sobrinho juiz presidente, Dr. Dinalmari, promotor de justiça. E na defesa a defensoria pública, a defensora Dra. Tâmires Ariel Lima Cardoso e sua assessora, a estagiária Sabrina Gonçalves Rocha.

Nesta 5ª feira foi julgado Fábio Oliveira Nascimento,  natural de Itabuna, que no dia 23 de outubro de 2006, no bar do Gavião, Na rua Jacarandá no Pequi, Fábio chegou bebeu duas cervejas e um conhaque, que logo após chegou Carlos José da Silva acompanhado de Silvana Oliveira dos Santos e Miriam Maria dos santos, consta do processo que Fábio ao ver Carlos, começou a provoca-lo, porém Carlos nem se incomodava, foi quando Fábio sacou uma faca e partiu pra cima de Carlos que pegou uma cadeira para se defender, e saiu correndo, sendo perseguido por Fábio, na corrida  Carlos tropeçou e caiu, neste momento Fábio, vendo Carlos caído, começou a esfaqueá-lo, só não deu mais facadas, pelo fato de a esposa de Fábio ter intervido no exato momento.

Fábio fugiu ao flagrante e Carlos foi levado pelo SAMU para o HRE onde foi operado, mas Fábio também teve um corte na mão e foi ao HRE para ser medicado, neste momento foi preso, a polícia viu que Fábio tinha a intenção de matar, pois nas investigações, descobriu-se que Fábio antes havia tido uma discussão com a vítima e saiu, foi na sua casa buscar uma faca e voltou para o bar, onde passou a provocar a vítima, sendo que logo depois atacou a vítima, não dando a esta nenhuma chance de defesa.

Como em todos os casos, o promotor tem que fazer a sua acusação, mostrando ao corpo de jurados, todas as nuances do acontecimento, não deixando passar nenhum detalhe, que deixe dúvidas aos jurados, Dr. Dinalmari muito técnico que é, foi mostrando cada detalhe, pois o seu tempo de 1 hora e meia, permite que todos os detalhes sejam oferecidos aos jurados.  A acusação é primordial neste momento, po0rém Dr. Dinalmari, ao final de sua apresentação, explicou aos jurados, que como a vítima não ficou com nenhuma sequela deste ferimento, e que Fábio poderia ter consumado o ato de matar a vítima, porém teve o raciocínio em parar, mesmo que sua esposa tenha intervido, e por isto o promotor, pediu a desclassificação de “homicídio tentado” para lesão corporal.

Depois do almoço, foi a vez da defensora pública Dra. Tâmires, tomar nas mãos o processo e conduzir à sua maneira a defesa do réu, que esteve ausente, mas a lei permite que mesmo ausente o réu seja julgado, e tem mais, nem a defensoria e nem a promotoria, podem se ajustar no mesmo processo par colocar o réu na rua, cada um tem de fazer a sua parte, na acusação ou na defesa, e assim foi.

Dra. Tâmires na defesa
Dra. Tâmires e a estagiária Sabrina

A Dra Tâmires ao iniciar mostrou a responsabilidade dos jurados, falou da Constituição Federal, dos direitos do cidadão, mostrou no processo que houve um mal entendido e, deste a lesão sofrida por Carlos, mostrou que se Fábio quisesse matar Carlos teria tido tempo e condições pára tal, mas preferiu parar, argumentou também a defensora que houve a intervenção do dono do bar, e da mulher de Fábio e isto serviu para acalmar os ânimos, pois toda a vez que ia falar da agressão a faca, ela falava do  ferimento, de mínima importância, ao final, Dra. Tâmires, teve de concordar com o promotor, quando este pediu a desclassificação de tentativa de homicídio parda lesão corporal, pois o que aconteceu foi apenas um leve desentendimento, embora tenha havido uma vítima, o ferimento foi leve e não causou maiores problemas.

Dr. Otaviano lendo a sentença

Como não houve réplica e nem tréplica, todos subiram para a sala secreta para votar os quesitos preparado pelo juiz, para então os jurados procederem a votação. Após determinado tempo, todos desceram para o salão do júri, e Dr. Otaviano leu a sentença, como no caso de pedido de desclassificação do crime, o resultado final, fica por conta do juiz, que geralmente absolve o réu, mas neste caso, Dr. Otaviano fez algumas observações e o réu Fábio Oliveira Nascimento, acabou sendo condenado a 2 anos e 4 meses de prisão e, ainda o pagamento das custas processuais.

Novo julgamento, será na 3ª feira, 14/11, no fórum, da cidade às 08h 30m.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui