Voluntários e Veracel avaliam ações de monitoramento de odor

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Viveiro da Veracel (foto Ascom Veracel)
Viveiro da Veracel (foto Ascom Veracel)

Compromisso com meio ambiente e fortalecimento de laços entre a Veracel e comunidades do entorno. Assim pode ser definido o 10º Encontro da Rede de Percepção de Odor da Veracel (RPO), que aconteceu no último dia 08/02, no Núcleo Florestal da empresa, e reuniu cerca de 50 pessoas das comunidades para discutir os resultados do monitoramento da emissão de odor em 2013, entre elas os 25 voluntários da rede. O evento iniciou com uma visita ao Núcleo Florestal da Veracel e encerrou suas atividades na fazenda Apis Valverde, onde foi apresentado o processo de criação de abelhas no entorno dos plantios de eucalipto, coleta de mel, envasamento e comercialização.

De acordo com o coordenador de Controle Ambiental da Veracel, Tarciso Matos, o objetivo destes encontros realizados há nove anos é manter os voluntários treinados e atuantes na rede para comunicar qualquer ocorrência de odor na comunidade para a Veracel. “A RPO é o canal de comunicação mais rápido e eficiente da comunidade com a empresa, quando o assunto é odor e é considerada uma referência nacional no setor de papel e celulose. Esse é um dos exemplos de relacionamento e parceria mais duradouros e de sucesso da Veracel com a comunidade”, destacou o coordenador.

Em 2013 houve três ocorrências de odor na comunidade, em 2012 foram sete ocorrências e em 2011 foram 19. Esses resultados refletem os investimentos em equipamentos de controle ambiental e a melhoria no gerenciamento ambiental da fábrica ocorrida nos últimos anos. “A equipe ambiental da empresa aumentou, hoje nós contamos com mais comprometimento por parte dos operadores. Essa foi a principal mudança que começou em 2012 e se consolidou em 2013”, explica Matos.

Na ocasião, os voluntários e os seus convidados tiveram a oportunidade de acompanhar de perto o processo de produção de mudas da Veracel. Os visitantes conheceram desde a área responsável pela seleção das melhores mudas (Tecnologia Florestal) até a produção em larga escala de mudas para o plantio em áreas da empresa. “Já havia visitado a fábrica e outras áreas da empresa, mas aqui foi a primeira vez. Foi surpreendente ver a dimensão técnica e o estudo que há por trás de cada muda que é plantada”, contou a psicopedagoga, Maria D’ajuda da Silva Lima, uma das voluntárias do município de Itapebi.

A técnica de enfermagem e voluntária no município de Itagimirim Núbia Baltazar Brito considera a atuação do voluntário da rede um ato de cidadania e de esclarecimento para a comunidade. “Aprendemos muitas informações nestes encontros e é muito importante que outras pessoas também saibam. Se o odor da fábrica da Veracel chega nas comunidades em algumas situações, ele não é prejudicial à saúde. Mas nem todo mundo sabe disso e podemos ajudar a esclarecer”, sintetiza animada.

Odor controlado – Apesar da fábrica da Veracel ter níveis muito baixos de emissões de odor em condições normais de operação, a Rede foi criada em dezembro de 2005 logo após a elaboração de um estudo de dispersão atmosférica promovido pela empresa Cetrel. Neste estudo, foram determinadas as áreas com maior probabilidade de alcance do odor da fábrica – caso ocorra alguma anormalidade – e de acordo com a variação dos ventos. Com isso, atualmente a RPO conta com 25 voluntários (22 mulheres e três homens), moradores das seguintes localidades: Itapebi, Itagimirim, Barrolândia, Santa Maria Eterna, Eunápolis, Mundo Novo, Projeto Maravilha, Vera Cruz, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.

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