No 1º julgamento da Semana Nacional do Júri, réu pega mais de 15 anos de reclusão.

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Juiz presidente do tribunal do júri, MM Dr. Otaviano Sobrinho

A semana nacional do júri, que começou nesta 3ª feira 13/03, não houve júri, porque faltaram jurados e não teve quórum, e os faltosos sem uma justificativa capaz de convencer ao juiz presidente Dr Otaviano sobrinho de que a falta era justa, cada um, ganhou 4 salários mínimos de multa com 10 dias para pagamento.

Já nesta 4ª feira 14/03, o júri foi com réu ausente, mas com o número de jurados completo. Do processo conta que no dia 20/04/2002, Erivaldo Francisco de Oliveira, mais conhecido como Ari, cheio de ciúmes da sua esposa, a dona de casa, D. Damares Silva Santos, matou com várias facadas o seu primo Neilton Santana dos Santos, utilizando 2 facas e pelas costas não dando nenhuma chance de defesa á vítima.

Der acordo c om testemunhas, mesmo a defesa, ao darem seus depoimentos, disseram que Ari, era muito ciumento e que não tinha uma conduta exemplar, e vivia falando pra tudo mundo, que sua esposa o traía, com todo mundo, até mesmo quando ela estava na igreja. Erivaldo (Ari) chegou a ameaçar uma pessoa menor de idade, com deficiência mental, dizendo que ia mata-lo, por este estar tendo um caso com sua esposa, a qual, era tida por todos como uma pessoa honesta, Erivaldo chegou a levar a sua esposa até o professor Ivan, dizendo que ele ficasse com ela e, segundo os amigos, Erivaldo dizia pra todo mundo que mararia o seu primo. Acontece que toda esta desconfiança, nasceu por que Damares, teve uma hemorragia, e Erivaldo disse que era por que sua esposa, estava tendo relações sexuais com todo mundo, e que seu primo era o causador da hemorragia, por este ter o “membro sexual” maior que o dele. No dia 20/04, Erivaldo, foi para debaixo da ponte se escondeu e esperou o primo passar, acontece que Neilton, havia trago um litro de mel para fazer remédio para os filhos de Erivaldo e acabou morrendo, sendo encontrado morto, em frente o nº 162, da rua Santa Terezinha no bairro Pequi. Depois do crime, Erivaldo se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado, o Dr. Ernani Carneiro de Macedo, deu seu depoimento, mas só depois é que ficou sendo do conhecimento das autoridades, que o advogado que acompanhou Erivaldo estava com a carteira da OAB suspensa e, não podia exercer qualquer atividade jurídica, mas mesmo assim o fez, e depois Erivaldo Desapareceu, até um mandado de prisão foi expedido, mas ninguém o encontrou, e por este motivo ele foi intimado por edital, e foi julgado, mesmo estando fugido. Erivaldo que tinha uma gleba de terra no assentamento Embaúba, vivia falando que mataria todo mundo, inclusive disse que tinha comprado um revolver 38 para matar um menor de 14 anos pelo mesmo motivo.

Representante do Ministério público, promotor Dr. João Alves

A acusação esteve a cargo do Dr. João Alves, que mais uma vez, discorreu sobre o crime, dizendo que um ato covarde, por motivo torpe, que a vítima não teve chance de se defender e que foi morto pelas costas, sendo que o acusado Erisvaldo utilizou duas facas ao mesmo tempo para matar o primo Neilton, Em sua primeira participação na acusação, Dr. João usou o tempo de 1h30m, para mostrar ao corpo de jurados, que Erisvaldo era um doente psicótico, vendo coisas que não existia, acusando a esposa de traição, e até mesmo segundo testemunhas, oferecendo a esposa. Dr. João minucioso que é, buscou dentro do processo todas as nuances de uma acusação perfeita, evitando dar a mínima chance de a defesa, aproveitar as oportunidades para sair em defesa do acusado.

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Representante da Defensoria Pública Dra. Tâmires Ariel

A defesa, na pessoa da Dra. Tâmires Ariel Lima Cardoso da Defensoria Pública, entidade jurídica que busca proporcionar ajuda pessoas que necessitam de um apoio jurídico, mas que não tem condições de arcar com as despesas, ao assumir a defesa de Erivaldo, buscou também no processo, mostrar ao corpo de jurados, que ele agiu sob forte emoção ao ser chamado de covarde e corno, pela vítima, já que o mesmo nutria pela esposa, um ciúme doentio, Dra. Tâmires, como viu que o corpo de jurados era mais novo, buscou dar informações completas da forma de ação da Defensoria Pública, e o porquê, que defendia Erivaldo, uma pessoa, psicótica, devido ao ciúme. Por outro lado Erivaldo, depois de quase 16 anos após o crime, nunca mais se envolveu em outro incidente que pudesse incrimina-lo, tentando mostrar que Erivaldo não era uma pessoa ruim, e que agiu sob forte emoção, devido aos ataques recebidos, sendo constantemente sendo chamado de covarde e corno.

Depois do almoço, que aliás está sendo muito elogiado pelo cardápio e variedade, vindo do restaurante Tradição do amigo Gomes, que dentro em breve estará inaugurando seu restaurante novo no início av Norte e Sul, op Dr. João Alves veio para a réplica, enfatizando a alta periculosidade de Erivaldo  a sua mente psicótica e doentia, pois via em todos do assentamento Embaúba, um rival em potencial pois todos já tinham, tido relações com sua esposa, e os que não tinham tido, ele oferecia, como fez com o prof Ivan e ainda levou um gravador para gravar a conversa, e nesta hora de réplica, Dr. João mostrou novamente as nuances de acusação do réu.

Dra. Tâmires, novamente buscou de todas as formas, uma técnica diferenciada, para prover seu cliente de uma defesa digna, e depois da réplica e tréplica, o juiz presidente Dr. Otaviano Sobrinho, leu para os jurados os quesitos que seriam utilizados na votação e, todos subiram para a sala secreta, quando depois de 1 hora, foi lido o veredicto.

Sentença.

Dr. Otaviano prolatando a sentença

O réu, Erivaldo Francisco Oliveira, foi condenado a 15 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicialmente em regime fechado e obrigado a pagar todas as custas processuais. O júri começou por volta das 9 horas da manhã terminou Às 18h23m. Nesta 5ª feira haverá novo júri da, Semana Nacional do Júri. O rota51.com, acompanha integralmente todos o júri, e leva à sociedade tudo que acontece no fórum de Eunápolis, em todos os julgamentos marcados. Junto ao promotor e a defesa, atuaram os oficiais de justiça, Idália, Eliete e Edvaldo Santos. Acessem este link e assistam parte do julgamento em vídeo filmado, editado e montado pela jornalista Alinne Werneck colaboradora do rota51.com

 

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