Obra da prefeitura no final da Urbis tem desdobramento, “invasão de propriedade alheia”.

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Lagoa vista do sítio da família Braga.

A reportagem do rota51.com, recentemente, esteve no final da Urbis I e fez uma matéria, dando conta de que, a prefeitura havia começado uma obra de saía do nada pra lugar nenhum, já que algumas manilhas foram colocadas no local e a obra havia sido paralisada.

local por onde as manilhas deveriam passar.

Na manhã desta 3ª feira, 06/01, a reportagem retornou ao local, a chamado de um dos moradores, e a coisa ficou esclarecida, ou seja, a prefeitura quer passar manilhas por dentro de uma área particular, restrita e sem a autorização dos donos, ao serem chamados a atenção, parou tudo, coisa típica de quem não respeita propriedade alheia.

a mesma lagoa fotografada por ouro ângulo, o antigo buracão da Urbis

A reportagem foi acompanhada de um dos moradores que explicou como a coisa estava sendo feita; No final, do calçamento da Urbis I, rua da Igreja Adventista, quando chove muito intensamente, a água fica represada e uma casa da esquina, fica totalmente alagada, a dona do imóvel, fez uma reclamação no MP e este, obrigou a prefeitura a dar um jeito na situação em a prefeitura, começou a fazer a obra.

Mas os engenheiros esqueceram de pedir permissão para colocar as manilhas aos dono do sítio, que pertence a uma família inteira, a família Braga. Pois as fotos mostram, por onde as manilhas iriam passar, para desaguar as águas em uma lagoa próxima, segundo o morador que acompanhou a reportagem, mostrou a lagoa e por onde, a prefeitura disse que as manilha deveriam passar, mas não mostraram um projeto e nem a autorização do donos do local, a saber que a nascente e olhos d’água que alimentam a lagoa, nascem todos dentro do sítio da família Braga, imaginem uma obra passar dentro de uma área particular sem a devida anuência dos donos? E tem mais, e não serão apenas águas das chuvas, e o medo é de poluir a lagoa com outros dejetos.

A lagoa que ilustra a capa da matéria, é a mesma fotografada antes na 1ª matéria, que também está em área particular, sendo que no local das nascentes, existe o que poderia se chamar de RPPN, pois é uma mata, resquícios da mata atlântica, que os “Bragas” querem preservar, pois está servindo de refúgio para muitos animais selvagens e protegidos por legislação específica, e a secretaria de meio ambiente, da Prefeitura Municipal, não está vendo o valor e a importância do local, que também foi fotografado pela equipe do rota51.com, a colocação das manilhas pararam exatamente na cerca que havia sido derrubada, pelas máquinas e, que os moradores locais consertaram, próxima o piquete divisório de propriedades.

De acordo com a conversa, o que se pode entender, é que a secretaria de meio ambiente e a prefeitura, estão querendo achar uma brecha nas leis ambientais, para poderem fazer a “coisa” de qualquer maneira, mesmo que não haja permissão dos donos do terreno, o que eles não querem é a poluição da lagoa, que é bem preservada tem peixes e é piscosa.

As obras estão paradas, e agora é só esperar para ver que atitude que a prefeitura irá tomar, para sanar o problema da rua sem poluir a lagoa, que também faz parte da captação de água pela Embasa para servir ao município, isto segundo morador local e pertencente a família Braga, proprietária do sítio, onde ficam as nascentes e a reserva ambiental. Que existe a necessidade de se resolver o problema, existe, mas com um bom projeto, sem invadir propriedade alheia e sem poluir nem as nascentes e nem a lagoa.

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