Iniciou oficialmente nesta 5ª feira 08/11, o mês do júri.

0
403

Agora não é mais uma semana, é o mês inteiro, Dr. João Alves disse que quem faz isto, não conhece as dificuldades do interior, onde um só, faz de tudo, mas tudo bem.

Nesta 5ª feira foi julgado o jovem Fábio Guimarães dos Santos, vulgo “Binho”, residente no bairro Rosa Neto, pertencente ao PCE, “primeiro comando de Eunápolis”, que de acordo com o inquérito policial, havia recebido ordens de dentro do CPE Complexo Penal de Eunápolis, para matar Nilzélia de Jesus Oliveira, que na época era namorada de Dionatas Silva Barbosa, vulgo John Pezão que pertence a facção PCE, mas que Nilzélia, havia passado da facção PCE para a MPA “Mercado do Povo Atitude” e começou a namorar um tal de Daniel.

O ato aconteceu no dia 11 de maio de 2016, quando o mandante por estar preso ele Fábio teria a ajuda de mais 3 pessoas, Keka, Paulinho e Gu, comunicou com o denunciado que já estava tudo acertado por telefone para a consumação do crime e, que, eles estariam esperando por ele nos fundos de uma manga atrás da área conhecida como vila Olímpica, o mandante também orientou Fábio que levasse a espingarda calibre 12, e mais 2 armas, uma pistola 7.65 e um revolver 38.

Conforme depoimento, no dia 11/05, depois de tudo combinado, eles passaram a seguir Nilzélia e no referido dia, acompanhada de sua amiga Caroline se dirigiram para o estabelecimento de Gilberto na vila Olímpica para comprar cigarros, vendo que seria morta pelos 3, pois viu que eles estavam armados, disse para sua amiga correr junto com ela e se esconderem no bar do Gilberto, também conhecido como Chico, mas Fábio entrou atrás e agarrou Nilzélia apelos cabelos e puxando para fora disse: “é você mesmo que eu quero sua vagabunda”, ao empurrar a vítima para a rua, já na rua Fábio fez 2 disparou contra ?Nilzélia, um pegou na região lombar e o outro na parte posterior do crânio, não dando á vítima nenhuma chance de defesa. Esta ação de acordo com o inquérito, Depois de receber um tiro de pistola 7.65 e um tiro calibre 38, Nilzélia ainda recebeu outro tiro calibre 12, ou seja, os assassinos usaram 3 tipos de arma para matar uma mulher, só para exemplar os outros concorrentes ou da mesma facção.

Em depoimento no fórum, perante os jurados, o MP e a defensoria pública, Fábio disse que Nilzélia, depois de passar para a facção MPA, passou a dar informações e 2 amigos foram mortos e ele recebeu 3 tentativas de morte, por outro lado, Fábio para não delatar o verdadeiro mandante, que depois foi apurado pela Polícia Civil, disse que o mandante era um tal de “Cuca”, mas que ficou esclarecido que cuca não existe, mas este era John Pezão.

Na fase de investigações falaram do caso Caroline, o dono do bar Gilberto além dos policiais que desenvolveram as diligências e investigações que culminou com a prisão de Fábio.

Depois dos depoimentos em juízo, iniciaram os debates, começando pelo MP com Dr. João Alves que buscou dentro do processo todas as formas possíveis, de mostrar ao corpo de jurados, que ele, Fábio era o maior responsável pela morte de Nilzélia e que al fora abatida, sem chances de defesa, num crime triplamente qualificado e, por motivo torpe e, que seu crime precisava ser punido exemplarmente, como eles faziam com outras pessoas. Dr. João, buscou todas as nuances necessária, pois ele, como acusador, só pode usar o processo, mas a defensoria, pode usar todas as formas para defender o criminoso. Dr. João mais uma vez ao interrogar Fábio ou Binho, perguntou a ele se uma determinada assinatura era dele, pois tentaram imitar um alvará de soltura, mas enfeitaram tanto que acabaram por desconfiar e, Binho ficou 2 anos e 6 meses preso.

A defensora pública, também procurou de todas as formas amenizar a situação do réu, pois ele havia sido réu confesso, omitindo apenas alguns detalhes, mas falou tudo  e escondeu muito pouco, a defensora, buscou mostrar ao corpo de jurados, a inocência do réu, dizendo que ele tinha a sua parte da culpa, mas não poderia pagar sozinho pelo homicídio, e que os demais comparsas nunca foram denunciados, que Binho merecia ser condenado, mas não como o promotor queria, pois sua pena, teria de ser apensa de 6 a 30 anos, para a defensora, Binho era mais uma vítima das circunstancias, pois nascido em um bairro pobre, de muita violência, e ao conviver com tantas adversidades, ele não poderia fazer outra coisa, senão se apresentar voluntariamente aos comandantes do PCE e pedir emprego, ou seja pediu para ser traficante, o que ele fez de 2014 a 2015 quando se casou e sua esposa já grávida ele deixou a facção e foi viver o outro lado da vida.

Depois veio a réplica a e a tréplica, Dr., João voltou à carga por mais uma hora, dando a entender aos jurados que quem entra para uma facção não sai nunca, que os comparsas não deixam, reiterou ainda, que a ferocidade com que Binho Matou Nilzélia, foi cruel, torpe, sem dar chances à vítima e sobretudo atendendo a uma ordem de dentro do presídio. Na tréplica a defensora pública, retornou, dizendo que Binho não poderia pagar pelo crime de mais 2, que sua pena teria de ser reduzida, para que ele pudesse depois retornar a sua vida normal.

Depois foram para a sala secreta, onde os jurados, depois de deliberarem, fizeram a votação e ao ser prolatada a sentença, Binho pegou 17 anos, 9 meses e 23 dias, sem direito a recorrer em liberdade devido a sua ferocidade e, além disto ainda a pagar as custas processuais, o júri que começou às 08h e 30 m, terminou exatamente às 19h56m.

MM juiz Dr. Otaviano sobrinho prolatando a sentença de Fábio

Atuaram em mais este júri, o presidente do julgamento o MM juiz Dr. Otaviano sobrinho, na defensoria pública a advogada Dra. Tamires Ariel e o representantes do Ministério Público Dr. João Alves Neto. Novo julgamento marcado para a próxima 2ª feira dia 12/11, às 08h e 30m, no fórum da cidade, desta vez com o promotor Dr. Dinalmari Mendonça Messias, a saber que em todos os juris, o rotga51.com reporta com exclusividade e agora também com transmissões ao vivo pelo facebook.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui