Cigano julgado nesta tarde foi absolvido, faltou testemunhas.

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A convocação dos jurados começou no tempo certo, depois foi feito o sorteio dos 7 jurados, que seriam responsáveis pela condenação ou absolvição do réu.

Primeiro, o réu foi ouvido e confessou ter no dia, 09/07/2007, ter matado a tiros o comerciante Aldeilton Pinheiro dos Santos, mais conhecido como “Sil”, o crime foi cometido. dentro do bar do Sil.

A acusação mediante a leitura dos autos do processo, o réu confesso Daniel Brito Silva mais conhecido como Barrão,  e mais alguns ciganos, estavam no bar de Sil jogando sinuca e houve um desentendimento pelo não pagamento das fichas, em dado momento, após a discussão, Barrão foi em sua casa, pegou um revolver e chegando ao bar, disparou um tiro, atingindo Sil, que foi socorrido mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito, para este crime, não houveram testemunhas em juízo, quem falou do crime, falou apenas na delegacia e por “ouvir falar”, apenas uma testemunha estava presente ao fato, mas não compareceu ao fórum para uma audiência junto ao juiz.

Depois do trâmite legal, Dr. João Alves, representante do Ministério Público, iniciou a acusação, primeiro falando aos jurados, do posicionamento deste, da importância de serem os legais representantes da sociedade em um julgamento, o dever de cada um e da responsabilidade em fazerem parte de um julgamento, principalmente deste, que foi um ato covarde, torpe e sem dar chances a Sil de se defender. Dr João salientou que se Barrão, estivesse armado no local então seriam 2 crimes um de morte e outro por porte ilegal de arma, mas ele, foi em casa, pegou o revolver e ao chegar ao bar foi logo atirando, no processo ainda figura como coadjuvante deste crime, o cigano chamado Isaque.

Dr., João em seu tempo de exposição dos fatos, disse que a morte foi cruel e covarde, Dr. João chamou à responsabilidade social, todos os jurados, mas ponderou quando disse que teria de pedir a “absolvição” do réu, por erro técnico, as testemunhas desapareceram, depois de terem sido ouvidas na delegacia, as mesmas, não foram encontradas para seus depoimentos em juízo, o filho da vítima à época era menor de idade, as demais testemunha, depois que foram depor na delegacia sumiram e não foram encontradas para os depoimentos na presença do juiz. Dr. João buscou no processo todas as nuances de acusação possíveis, mas o CPP não permite condenação sem provas ou seja sem testemunhas e por isto Dr. João pediu a absolvição, por isto inclusive, não quis o direito da réplica.

Em seu tempo, o advogado de defesa Dr. Gean Prates, elogiou e agradeceu a todos, os presentes, pelo fato de ter visto no rosto de cada um, um semblante perfeito e nenhum tipo de restrição, em relação de todos os presentes serrem ciganos, pois o réu pertence a comunidade cigana. Dr. Gean, disse ter vindo preparado para enfrentar uma barreira muito grande por parte do MP, pois Dr. João não brinca em serviço e, ao chegar no julgamento, deparou com a grandiosidade do promotor Dr. João em pedir, diante dos autos, a absolvição do réu, e isto o deixava muito feliz, pois este julgamento foi um momento inesquecível em sua vida de jurista. Dr. Gean também falou da importância dos jurados, pois são os verdadeiros representantes da sociedade, na casa onde se faz justiça. Dr. Gean, nem chegou a usar o seu tempo de 1 hora e 30m.

Depois dos debates, todos subiram à sala secreta onde votaram os quesitos formulados pelo juiz e quando desceram, foi anunciada a absolvição do réu que chegou a ter uma pequena crise de pressão alta, mas tudo ficou apenas no susto. E mais este julgamento no fórum da cidade, mais um réu foi absolvido. Amanhã 4ª feira haverá outro julgamento, com a cobertura exclusiva do rota51.com e a transmissão ao vivo pelo facebook.

Dr. Otaviano lendo a sentença de Absolvição

Neste julgamento trabalharam, o representante do MP Dr. João Alves Neto, o advogado de defesa Dr. Gean Prates acompanhado da advogada Dra. Thainara Nascimento, o advogado Anderson Sales Francisco e a estagiária Gessica da Cruz Francisco e, na presidência do júri o MM Dr. Otaviano Sobrinho

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