Réu que matou o irmão, pegou só 4 anos de reclusão.

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Foi a julgamento nesta 2ª feira, 19/11, o réu Regildo Almeida Santos, que no dia 31/01/2017, matou com um golpe de faca tipo peixeira, o irmão Ronildo Almeida Santos, no distrito de Gabiarra.

De acordo com o processo, no dia do crime, Regildo saiu pela, manhã para pescar,  ao retornar da pescaria, ele foi até um bar  e começou a beber, mais tarde por volta das 17hs, ao retornar para a sua casa, ele derrubou alguns compõe ao ser interpelado pela sua mãe, começou a esmurrar as paredes e derrubou um armário de cozinha, neste momento, chegou em casa o companheiro de sua mãe, o sr Genivaldo e pediu que ele parasse com os atos de violência, e não adiantou, pouco depois chegou seu irmão Ronildo Almeida Santos e pediu que ele parasse com tudo aquilo, momento em que Regildo pegou uma faca em cima da mesa, e desferiu um único golpe, acertando o coração do irmão que morreu no local.

Duas testemunhas foram ouvidas e logo em seguida o réu, todos foram ouvidos pelo juiz, pela defensora pública e pelo promotor de justiça. Depois do almoço começaram os debates, iniciando pelo promotor Dr. Dinalmari Mendonça, que usando o processo, falou aos jurados escolhidos que na realidade ao expor o fato disse que o crime foi torpe e fútil, e que o depoimento do réu, em duas oportunidades foram diferentes, e que o estado de embriagues do réu foi determinante para o acontecido, pois foi espontâneo e voluntário, ou seja, com intenção de matar. Dr. Dinalmari argumentou ao corpo de jurados que tudo poderia ter sido controlado e mostrou a arma do crime aos jurados, e reiterou que o crime merecia ser punido com rigor e, que, além de o réu ter matado uma pessoa, matou seu irmão e que no presídio nem a mãe nem os filhos foram visita-lo. Dr. Dinalmari disse que o réu ao separar de sua esposa foi morar com mãe com seus 3 filhos menores, pois havia se separado da esposa e, que discussão, o irmão disse que ele, não poderia fazer o que estava fazendo, pois o padrasto era quem sustentava seus filhos. Dr. Dinalmari, durante 1 hora e 30m, falou aos jurados, pedindo a condenação do réu.

Em seguida veio a defensora Dra. Juliana Klein Vaz, que em seus argumentos, que o réu não negou a autoria do crime e, que, ele não teve a intenção de matar o irmão, e que seu estado de embriagues, o deixou atordoado e que o que a promotoria estava pedindo, era demais, pois além de ter assumido o crime de matar, foi uma imprudência do réu, e que tudo poderia ser considerado uma agressão com lesão leve, pois o seu estado emocional devido a separação da esposa, o levou a cometer o ato.

A defensora pública pediu aos jurados, que na hora de votar os quesitos, que avaliasse o pedido de homicídio, para lesão corporal seguida de morte, pois a condenação seria muito justa.

Como o promotor não usou o direito de réplica, a defensora pública, também não usou a tréplica, desta forma, todos subiram mais cedo para a sala secreta, onde aconteceu a votação e, tempos de pois todos retornaram à sala do júri e o MM juiz, Dr Otaviano Sobrinho leu a sentença.

Dr. Otaviano Sobrinho prolatando a sentença

Os jurados acataram o pedido de lesão corporal seguida de morte e, Regildo Almeida Santos foi condenado a 4 anos de reclusão a serem cumpridos em regime aberto, tendo de arcar com todas as despesas do processo.

Este julgamento teve com protagonistas, juiz presidente Dr. Otaviano sobrinho, a defensora pública Dra. Juliana Klein Vaz e sua estagiaria Sabrina silva Paconhã, e o promotor Dr. Otaviano Sobrinho e a cobertura exclusiva do rota51.com. Novo julgamento neste 22/11 às 08hs e 30m no fórum da cidade av Artulino Ribeiro, bairro Dinah Borges.

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