Com crime prescrito, réu foi julgado e absolvido

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Nesta 2ª feira, 26/11, o tribunal do júri de Eunápolis se reuniu mais uma vez para julgar um crime de homicídio tentado acontecido em 22/03/2003.

Porém somente no dia 06/11/2007, é que houve a audiência onde o réu, Osdélio Pereira dos Santos, mais conhecido como “Pelé”, sobre um crime cometido por ele, quando este desferiu um único tiro em Hildebrando da Paz Ferreira, em uma festa de aniversário, a bala entrou pelas costas do lado esquerdo, transfixou e foi parar perto da 4ª vértebra.

Em audiência a vítimas disse que estava em uma festa e que no corredor, ao passar por Pelé, este desferiu um tiro de revolver 38 e que ele não sabe o motivo da agressão.

Neste dia 26/11, em juízo e em seu julgamento, Osdélio contou que mais ou menos uns 20/30 dias antes, ao sair de sua farmácia no Pequi foi tomar uma cerveja e, que no bar haviam dois rapazes jogando sinuca e que o réu, lhes ofereceu cerveja e os rapazes não gostaram, e começara a agredi-lo com tacos de sinuca, Osdélio disse que eram 4 pessoas, um era Hildebrando e o outro Marcos da Silva Santos. Osdélio, no entanto afirma que, dos elementos reconhecidos haviam mais 2, num, total de 4 rapazes que o agrediram com tacos de sinuca, e bateram muito nele, que se não fosse o dono do bar, o sr. Beja, ele teria apanhado muito mais.

Pelé, em juízo disse que foi convidado para ir a uma festa em casa de um amigo no bairro Dinah Borges e que lá estando, tempos depois chegaram Hildebrando e Marcos e, para evitar mais confusão ele se despediu e ia saindo para ir embora.

Neste momento os dois seguiram Osdélio insinuando que tinham uma arma, e quando chegaram perto do carro para abria a porta, Osdélio sacou um revólver que trazia no carro e atirou para cima, mas na realidade acertou Hildebrando nas costas e, ele caiu, neste exato momento, Osdélio ligou o carro e foi embora.

Depois do depoimento, iniciaram os debates, falando o promotor Dr. João Alves na acusação, demonstrando que, houve na realidade um homicídio tentado e, que segundo Marcos, Pelé, ainda lhe deu uma coronhada, Dr. João foi enfático ao dizer que, houve apenas um tiro, e que Pelé, poderia ter disparado mais tiros, já que o revolver estava totalmente municiado, porém, por desistência própria, apenas um tiro foi disparado o que mostrou que Pelé, não teve a intenção de matar, pois se o quisesse teria feito e pediu a desclassificação de “homicídio tentado” para lesão corporal leve, e que ademais, o crime já estava prescrito, o que melhoraria ainda mais a situação do réu.

Depois de rápido intervalo, a defesa, na pessoa de Dr. Fabricio Ghill Frieber, mostrou para os jurados, que depois deste incidente, o réu nunca mais se envolveu em nenhum problema, e que sempre manteve a sua vida normal, como um cidadão de bem e, que este disparo, de acordo com a perícia, a bala entrou de baixo para cima, que corroborava com a declaração do réu, dando conta de que este atirou para o alto, mas que por infelicidade do mesmo, o tiro acabou acertando Hildebrando.

Depois dos debates, houve outro intervalo, e o MM juiz perguntou ao promotor Dr. João,  se este queria usar o seu direito de réplica e este disse que não, não have3ndo réplica, não haveria tréplica,, todos subiram para a sala secreta e depois de algum tempo, veio a deliberação dos jurados, dando conta de quem réu Osdélio Pereira dos Santos, estava livre, mesmo porque os jurados reconheceram que o crime foi de apenas lesão corporal leve e com o crime já prescrito.

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