Nesta 5ª feira, 29/11, réu pegou 12 anos de cadeia, nesta 6ª será o último júri do ano.

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Nesta 5ª feira aconteceu mais um júri, no fórum de Eunápolis ainda sem nome, mas os trabalhos continuam acelerados e a justiça continua sendo feita.

O réu foi Anderson de Oliveira Lima, que nunca imaginou que, com apenas um telefone, ele pegaria 12 anos de cadeia em regime fechado, e ainda terá de pagar as custas processuais, em regime fechado, porque na sentença o MM juiz Dr Otaviano Sobrinho, diante da acusação de Dr. João Alves e a votação dos jurados, achou que ele, Anderson é um perigo para a sociedade.

O crime aconteceu em uma lan house do Edú, na av. Cristóvão Colombo 1068, quando Anderson, mais conhecido como “Anderson Magrão”, avistou Yuri, o seu ex colega de escola, dentro da referida lan house e imediatamente pegou o telefone e avisou seu comparsa Everson Santos Peixoto, dando a localização exata de Yuri e este, armado com um revólver calibre 38 foi ao encontro de Yuri que já estava marcado para morrer, e na lan house, Everson entrou cumprimentou Yuri e a sangue frio, após descuido de Yuri, Everson desferiu o primeiro tiro na têmpora de Yuri e, para ter certeza de que o crime estava consumado, desferiu outro tiro na nuca de Yuri, completando o seu intento.

De acordo com as investigações, dois adolescentes da mesma turma de Anderson, ao serem interrogados, disseram que o crime só foi consumado devido as informações de Anderson. Diante dos jurados, Ministério Público, Defensoria Pública e do juiz presidente Dr. Otaviano Sobrinho, Anderson negou os fatos, mas afirmou que foi preso porque “Rodou” no tráfico de drogas e mais alguns assassinatos, que estão sendo investigados e que poderão trazer Anderson diante dos jurados outra vez.

A acusação na pessoa do Dr. João Alves, mais uma vez, fez de tudo para condenar o réu, mostrando que ele telefonou deu a dica de onde estava Yuri, e que Anderson há muito tempo faz parte da facção PCE e que Yuri por fazer parte da facção MPA de Porto Seguro, já tinha tido decretada a sua morte e que só estava vivo por acaso. Dr. João afirmou que o MPA tem a sua base no bairro Minas Gerais, mas como o crime foi cometido no Pequi, Anderson teve tempo e calma para ver o ex amigo na lan house e, como de acordo com o CPP, quem ajuda, incita, concorre para o resultado da ação, também é criminoso, por este motivo Anderson estava ali, sentado no banco dos réus para pagar pelo seu crime. Dr. João sempre muito técnico, buscou em todo processo, as nuances mais importantes para esta condenação, vencido o seu tempo, de acusado, Anderson passou a ser defendido pela defensora pública Dra. Juliana Klein Vaz, tendo como assessoras as estagiárias Sabrina silva Pacanhã e Sabrina Gonçalves Rocha. Dra. Sabrina, também dentro do processo, disse que não existia nenhuma prova de que Anderson tivesse feito o referido comunicado e que as testemunhas à época eram apenas dois adolescentes, e que além destes, o MP não trouxer nenhuma prova consistente da culpabilidade de Anderson, e que à época, Anderson também era menor de idade.

Dra. Sabrina, mostrou aos 7 jurados, que Anderson, nada teve a ver com o crime e por isto, buscou jurisprudência em vários estados, incluindo Brasília DF, na pessoa do ex-ministro Joaquim Barbosa, falou também do autor do crime Everson Santos Peixoto, que atualmente de encontra preso no Mato Grosso, à disposição da justiça baiana para busca-lo, Dra. Sabrina, como defensora pública, tentou de várias formas defender o seu cliente, mas Dr. João foi à réplica, mostrando que o réu, além de perigoso, concorreu decisivamente para a morte de Yuri, terminado o seu tempo passou a defensoria pública, quando Dra. Sabrina, mais uma vez, e de forma consistente, buscou outros argumentos na defesa de Anderson, e terminado o tempo, todos se recolheram à sala secreta par a votação sobre o destino de Anderson.

Dr. Otaviano lendo a sentença do réu.

Depois de longo tempo, todos desceram e, Dr. Otaviano Sobrinho leu a sentença. Os jurados acreditaram que Anderson concorreu para o crime e fizeram a votação e, dr. Otaviano depois deliberar ditou a sentença de 12 anos de reclusão em regime fechado.

Nesta 6ª feira 30/11, haverá o último júri do ano, quando na acusação estará o promotor Dr. Dinalmari Mendonça, e o advogado de defesa Dr. Fabrício Ghill Frieber, a sessão começa às 08h30m, com a chamada dos jurados e depois com a escolha do 7 jurados. Mais uma vez a exclusividade da reportagem será do rota51.com.

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