Aconteceu o último julgamento de 2018, um réu absolvido e, o outro, o crime pode estar prescrito.

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Foi nesta 6ª feira, 30/11, que foram julgados 2 réus, quase que pelo mesmo crime, que aconteceu na feira do Bueiro conjunto “viver melhor” , quando Adelmo Silva Santos, ao sair de uma residência, achou que uma pessoa em uma moto queria mata-lo então, este chamou invés da polícia um amigo, o Alifer Alves da Silva, que prontamente o atendeu,  e deste atendimento surgiram 2 revolveres calibre .38 e que deste atendimento surgiram 2 revolveres calibre .38 e que começaram a atirar contra uma pessoa, sendo que Adelmo atirou para o alto e Alifer acabou acertando um pé de Rosivan dos Santos.

De acordo com as investigações, na realidade, os tiros foram para matar Rosivan, mas por ser menor, indo à delegacia, Alifer disse que na realidade, quando Adelmo o chamou era apenas para dar um susto em Rosivan, mas por ironia do destino, também foi incluído este tiroteio Dionatas Silva Barbosa, o Dion Pezão.

Neta 6ª eira, Adelmo e Dion pezão, foram ouvidos pelo juiz diante do ministério público, defesa e jurados, sendo que cada um deu a sua versão, Dion Pezão sustentou que no dia do crime, ele estava do outro lado da cidade na casa de sua mãe e junto de sua irmã, perguntado se tinha uma prova, ele disse que não, mas que não participou do tiroteio e nem sabe porque foi envolvido nesta situação. Por outro lado, Adelmo que nunca negou a sua participação, contou para todos o que aconteceu: “ele disse que estava na casa de uma moça, e que quando saiu, ele viu uma pessoa encostada em uma moto, e que ele não conhecia, e com medo de ser morto, pois a moça, disse que se ele saísse, seria morto, foi aí que neste momento ele ligou para Alifer e, que solícito, foi ao seu encontro. No dia da prisão, a polícia encontrou grande quantidade de drogas, uma balança de precisão e, dinheiro, mas que Adelmo negou ser de sua propriedade.

Neste julgamento, o promotor Dr Dinalmari Mendonça, sempre calmo, falando baixo, mas concentrado em todo o processo, afirmou que na realidade, ninguém atirou para cima, e que por sorte, Rosivan só levou um tiro no pé, mas a intenção realmente de matarem Rosivan, durante todo seu pronunciamento, Dr Dinalmari, mostrou peça por peça do processo, falou de cada envolvido, e pediu a condenação, por tentativa de homicídio, e sem terem dado chances à vítima defesa, já que no tiroteio, Rosivan deixou a moto no chão e saiu correndo para não ser morto. A defesa foi feita pelos advogados Dr. Vasconcelos e Dr. Fabrício, Dr. Vasconcelos defendendo Pezão e Dr Fabricio defendendo Adelmo, ambos, mostrando que seus clientes, eram inocentes; no caso de Pezão, ele nunca esteve no local do crime em nenhum momento, já Adelmo, atirou para cima e que, Alifer disse que o revólver era seu e, que, quem atirou em Rosivan foi ele. Nestes debate4s, veio a hora do almoço e depois a réplica da promotoria, quando Dr. Dinalmari, tentou de todas as formas desqualificar os discursos da defesa, mostrando que, tanto Pezão quanto Adelmo eram culpados e que realmente eles tinham a intenção de matar Adelmo.

Já na tréplica, os defensores, foram mais uma vez à carga, tentando mostrar a inocência dos réus, já que quem tinha atirado era Alifer, foi então na tréplica que houve um embate importante, quando Dr. Dinalmari, inconformado com a forma que a defesa, defendia seus clientes, em dado momento, Dr. Fabrício solicitou a intervenção do juiz presidente, devido as intervenções do promotor em sua fala, na realidade não se trata de um teatro, de um lado a acusação querendo condenação, do outro lado a defesa, buscando libertar seus clientes, mas estas discussões são apenas jurídicas, e que, em nenhum momento, interferem nas amizades, pois é sabido que existe entre os defensores e a acusação, o maior respeito e ética, e na realidade é até necessário que existam estas discussões, porque, todos eles sabem até onde podem ir, e podem ir, até onde o CPP e o processo, permitem estas discussões, mesmo por mais acaloradas que possam ser.

Terminados os debates, todos subiram para a sala secreta, para as votações e depois de mais de 1 hora, desceram para o plenário do fórum, onde o MM Juiz presidente do Tribunal de Justiça de Eunápolis, onde foram lidas as sentenças: “Pezão deste crime foi absolvido e Adelmo, foi condenado a 2 anos de reclusão, mas os advogados, encontraram uma atenuante, de que o processo já podia estar prescrito e com isto, Dr. Otaviano, não apenou nenhuma pena especial, pois irá rever o processo e pronunciar dentro em breve. Este júri, iniciou às 08h30 e só terminou às 21h04m. Em mais este mês nacional do júri, o rota51.com esteve presente em todos os julgamento e reporta aqui com exclusividade, transmitindo ao vivo pelo facebook os melhores momentos dos julgamentos.

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