Câmara se reúne e vereadores apoiam os professores.

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Depois da chamada, da leitura da Ordem do dia pelo diretor legislativo Milton Guerreiro e da leitura da pauta de dia, os vereadores fizeram um intervalo regimental de 15 minutos, alguns professores presentes, quiseram vaiar os vereadores, mas desconhecem o regimento interno, e este assegura o direito deste intervalo, por outro lado, o desconhecimento do regimento interno, é o que faz, com que muitos, se manifestem durante as sessões, principalmente quando existe um interesse particular de algumas questões discutidas, todo mundo cita leis, quando lhes é pertinente, mas não as respeitam as leis de modo geral, é só quando há interesse particular, é que todos vão à câmara, mas quando não existem interesses particulares, a CME fica praticamente vazia, é preciso que a sociedade participe, para tomarem conhecimento e poderem lutar pelos seus direitos.

Ao terminar o intervalo regimental, o presidente da casa Jorge Maécio, deu a palavra a Jovita Lima presidente da APLB, para que esta explicasse aos vereadores a inconstitucionalidade do ato do prefeito, quando aumentou a carga horária dos professores de 13 para 16 horas/aula.

Jovita Lima disse que existem 300 professores concursados que estão exercendo suas funções em outros setores e, fora de seu setor de trabalho que são as salas de aula, isto para criar um verdadeiro cabide de empregos na prefeitura, e com isto mexer na carga horária. Jovita, por outro lado disse que já se reuniu com o prefeito, mas ele foi irredutível nesta questão, por isto a questão entre a administração municipal e a APLB. Jovita salientou que ela já esteve na Secretaria de Educação e lá é uma desordem total, contrapondo o secretário de administração, Jovita disse que os professores não causam PREJUÍZOS, educação não é PREJUÍZO, e que esta mudança de carga horária, é para ofertar vagas para os apadrinhamentos. Jovita disse que em 21/12/2018, o prefeito fez o decreto lei, já nas férias e não deu chance de uma discussão entre o executivo e a APLB, ou seja, foi um decreto imposto “goela’ abaixo dos professores, sem que eles tivessem o direito de uma discussão pluralizada.

Vereador Ramos filho integrante da comissão de educação

Com relação ao decreto lei do prefeito, que muda a carga horária, o presidente da casa, disse que que este, não precisa passar pela CME, portanto é uma prerrogativa do executivo sem ter que ser votado pelos vereadores.

O vereador Jurandir Leite, usou a tribuna e foi completamente a favor dos professores e, como faz parte da comissão de educação, aliás é o presidente da comissão, ele disse que é preciso ouvir os 2 lados, para que a CME tome uma posição, por outro lado, Jurandir Leite, disse que este aumento do prefeito, não é um aumento salarial, mas sim um reajuste, corrigindo o piso salarial, ajustando-o ao piso nacional.

Arthur Dapé, também usou a tribuna e se colocou totalmente favorável aos professores, já que sua mãe e uma tia são professoras e por elas, ele sabe o quão sofrida é a profissão e, o que elas passam, Arthur disse que em seu 1º mandato a educação teve problemas nas salas de aulas, em seu 2º mandato, os problemas continuaram e que teve de ter uma intervenção do Ministério Público, e agora em seu 3º mandato a situação é pior ainda, pois nem as reformas começaram, e falou que muitas vezes o professor, tem que resolver os problemas da classe e extra classe, e isto vem desde 2012, e ao finalizar disse aos professores: “Não recuem”.

O discurso mais inflamado foi o de Jota Batista, quando disse que a educação vem sendo agredida de todas as formas, criticou o processo licitatório e milionário do transporte escolar, e agora com esta situação causada pelo prefeito, tudo ficou pior ainda. Jota batista disse que além do contrato milionário do transporte escolar, o licitante ganhador não tem nenhum ônibus, e que isto é uma grande maracutaia, Jota Batista, ex radialista, e hoje também advogado, disse que, esta agressão aos professores, feitas pelo radialista do prefeito, e que em uma de suas rádios chamou os professores de “preguiçosos”, isto além de desrespeito é um ato de vandalismo. Jota Batista comparou a  situação como se fosse um jogo de futebol e o juiz estivesse de cronômetro na mão, e que este decreto lei, fere a lei 11.738/08 e que o prefeito está agindo como um déspota, tratando os professores como escravos de sua vontade.

Outro vereador que se pronunciou a favor dos professores foi Daniel Queiroz, e o que ele falou apenas fez coro aos que já havia sido dito antes, pelos vereadores que o precederam.

Depois dos discursos, todas as indicações constantes da Ordem do dia foram votadas e aprovadas.

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