Jurados absolvem homem acusado de crime na Colônia

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O crime aconteceu no dia 30/11/2014, no distrito da Colônia, quando segundo os autos do processo, Paulo gomes pereira, mais conhecido como “Paulino da Cigana”, para roubar o 13º de um trabalhador rural, arquitetou o plano de ir à casa da vítima, Sebastião Pereira Costa, bebeu com ele e depois, quebrou a cabeça de Sebastião com pauladas e com a vítima ainda agonizando, Paulinho da cigana, enfiou pela sua garganta a dentro, um pau de mais ou menos 15 cm e, não satisfeito, ainda colocou fogo na casa.

Vizinhos acudiram, mas nada mais, poderia de feito por Sebastião e aí começou a investigação pelos investigadores da Policia Civil, da delegacia Territorial, durante as investigações, chegaram ao assassino Paulinho da cigana, muitas pessoas foram ouvidas,  deram informações, mas não foram á c formalizar seus depoimentos e com isto, mesmo que polícia civil tenha feito o possível e o impossível, o processo ficou vazio de testemunhas e de acordo comas únicas testemunhas que estavam presentes que foram os investigadores da polícia civil, em seus depoimentos em juízo no dia do julgamento, o que os policiais falaram foi só “por ouvir dizer”, pois todo mundo falou no dia do crime e durante as investigações, mas oficialmente, ninguém falou nada.

Ainda no processo, como testemunhas aparecem um motorista de caminhão, o dono da casa que queimou, e algumas outras pessoas, mas ninguém apareceu para testemunhar, diziam apenas que Paulinho da cigana, é um elemento perigoso, usuário de drogas e, que já tinha tentado matar a ex mulher e os filhos, o que lhe rendeu denúncias na polícia de Porto Seguro.

Esta história foi o roteiro de mais um julgamento no fórum de Eunápolis, tendo de um lado o Ministério Público, na pessoa do promotor Dr. Dinalmari Mendonça messias, do outro lado a Pública na pessoa do Dr. Henrique da Costa, Sennem Bandeira, que chegou há um mês em Eunápolis e já está aclimatado com a cidade e fazendo o seu primeiro júri, na presidência do júri, o MM juiz Dr. Otaviano Sobrinho.

Antes de iniciarem os debates, o advogado de defesa, teve uma reunião com seu cliente, e este ao ir depor disse que usaria o seu direito de ficar calado e não respondeu nenhuma pergunta que lhe foi feita. Depois de escolhidos os jurados, chamados de juízes leigos, logo depois do almoço, Dr. Dinalmari, iniciou os debates, mostrando aos jurados, que desta vez foi formado somente de mulheres, que Paulinho faz, é um elemento perigoso, que matou Sebastião, para roubar parte do seu 13º salário à época pouco mais de 400 reais, e com isto configurando latrocínio, matar para roubar. E durante 1 hora e meia, Dr. Dinalmari, buscou nas páginas do processo, tudo que podia mostrar que Paulinho da Cigana, é uma pessoa ruim, trazendo até mesmo um depoimento da ex esposa sobre a sua relação, o que gerou problemas policiais em Porto Seguro.

Depois foi a vez da defensoria Pública, na pessoa do Dr. Henrique, que também dentro do processo, buscou todas as falhas das investigações, sendo que Dr. Henrique, chegando a chamar o policial que foi o primeiro a depor de “mentiroso”, dizendo que ele foi mentir descaradamente, mas que o processo, em nenhum momento, colocava Paulinho da Cigana como assassino, por outro lado Paulinho da cigana, foi acusado de ter matado outra pessoa, mas nas investigações, a polícia descobriu que o assassino da outra vítima era apensa um homônimo e esmo assim o crime já havia sido prescrito. No depoimento do policial, houve um início de bate-boca entre o policial e Dr. Henrique, que foi necessário a intervenção de Dr. Otaviano, para serenar os ânimos.

Como os debates, foram acirrados houve réplica e tréplica, cada um ao seu lado, buscou todas as formas de mostrar a sua formas de trabalhar, Dr. Dinalmari buscando a acusação e Dr. Henrique, brigando pela absolvição do réu, Dr. Dinalmari mostrou a sua qualificadora crime torpe, meio cruel, matou para roubar, e Dr. Henrique em sua qualificadora, pediu apenas a negativa de autoria. Terminados os debates, Dr. Otaviano leu os quesitos que seriam votados e todos foram para a sala secreta e quando todos pensavam que a reunião seria demorada quanto as outras, todos desceram e, o MM juiz presidente do júri, Dr. Otaviano leu a sentença e, Paulinho da cigana, foi absolvido.

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