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PF cumpre 422 mandados de prisão contra PCC; Justiça bloqueia R$ 252 milhões

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
31/08/2020
in Eunápolis, Notícias, Polícia, Porte Ilegal, Tráfico
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Redação Notícias

31 de agosto de 2020 8:33 AM BRT

PF realiza operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em 19 estados e no DF — Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação

Uma força-tarefa coordenada pela Polícia Federal (PF) realiza, nesta segunda-feira (31), uma operação contra facção criminosa ligada ao tráfico de drogas. Cerca de R$ 252 milhões em contas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram bloqueados. As informações são da TV Globo.

Mais de 600 mandados de prisão estão sendo cumpridos. A operação apura tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados pelo PCC. O bloqueio das contas foi autorizado pela Justiça de Minas Gerais.

De acordo com a investigação, mais de 200 pessoas que estão atualmente encarceradas em prisões federais recebiam um auxílio mensal da facção por ocuparam altos cargos no escalão da organização criminosa ou até mesmo por terem realizado missões como execução de servidores públicos.

Os pagamentos, aponta a PF, eram feitos por meio de contas de pessoas que não pertenciam à facção, a fim de evitar o rastreamento dos recursos por parte das autoridades.

422 mandados são de prisão, sendo que mais de 170 detenções já foram realizadas até às 8h30 (horário de Brasília). As ordens são sendo cumpridas em 18 estados e no Distrito Federal.

Somente em um endereço com mandado de prisão em Santos, litoral paulista, foram apreendidos R$ 2 milhões e US$ 730 mil (cerca de R$ 4 milhões).

Segundo a emissora, entre os alvos estão integrantes do PCC, familiares e outras pessoas responsáveis por lavar dinheiro para a organização.

A operação foi batizada de Caixa Forte e é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO), composta por PF, Polícia Civil de Minas Gerais, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário Nacional (Depen) de MG e Federal.

Dinheiro do tráfico bancava “salário” de integrantes de facção criminosa, diz PF

Por Rodrigo Viga Gaier e Ricardo Brito

31 de agosto de 2020 10:14 AM

Viatura da Polícia Federal no Rio de Janeiro
28/07/2015 REUTERS/Sergio Moraes

Viatura da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Por Rodrigo Viga Gaier e Ricardo Brito

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – Dinheiro ilícito obtido com o tráfico de drogas era canalizado para contas bancárias de passagem que tinham como destinatários finais integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou o coordenador da Operação Caixa Forte, Alexsander Castro, em entrevista coletiva nesta segunda-feira após uma megaoperação da Polícia Federal deflagrada para cumprir mais de 600 mandados de prisão e de busca e apreensão.

Na coletiva, o coordenador explicou que, durante a primeira fase da operação, foi identificado que parte dos recursos obtidos com o tráfico foi canalizado por uma espécie de ‘setor de ajuda’, com o objetivo de pagar uma espécie de salário para os membros da facção, especialmente os mais graduados.

“Esse dinheiro era canalizado para contas de passagem do PCC, que foram investigadas na Fase 1, e depois depositados nas contas dos beneficiários finais, o faccionados, que recebiam por meio de depósitos”, disse ele, na coletiva.

Ao todo, 1.100 policiais foram designados para cumprir mandados em 19 Estados e no Distrito Federal. Segundo os investigadores, foram apreendidos 6 milhões de reais em espécie nas buscas.

Os alvos são acusados de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Algumas das lideranças da facção, que atua em todo o país, dão ordens de dentro de prisões.

A 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte expediu 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão e ainda determinou o bloqueio judicial de até 252 milhões de reais dos envolvidos.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas combinadas podem chegar a 28 anos de prisão.

“Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em presídios federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos”, afirmou a Polícia Federal em nota.

As investigações apontaram ainda que contas de terceiros que não faziam parte da facção eram usadas para movimentar os recursos ilegais e tentar dar ar de legalidade ao dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

“Os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de Justiça criminal”, disse a PF.

“A atuação da Polícia Federal visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças”, afirmou a corporação.

News

Agente da PF leva tiro no distintivo e é salvo pelo colete à prova de bala

Adriana Mendes

31 de agosto de 2020 1:44 PM

 

colete.jpg

Um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) atirou no peito de um policial federal, na manhã desta segunda-feira, em Cuiabá (MT), durante ação para desarticular o tráfico de drogas. O tiro atingiu o distintivo do policial no colete á prova de balas e ele não teve ferimentos graves.

Segundo informações da Polícia Federal, ao chegar no local, os policiais se identificaram e foram recebidos a tiros. O colete evitou que a bala perfurasse o agente. O suspeito foi preso em flagrante por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ele usava um revólver 38.

A operação “Caixa Forte- parte 2” contra a facção criminosa ligada ao tráfico de drogas está sendo realizada em 19 estados e no Distrito Federal. Das ordens judiciais expedidas pela Justiça de Minas Gerais, seis estão sendo cumpridas em Mato Grosso, sendo três de prisões e três de busca e apreensão. No total, são 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão.

A operação é desdobramento da “Operação Caixa Forte – Fase 1”, que identificou integrantes do grupo que cuidavam da lavagem de dinheiro proveniente do tráfico.

O agente da PF já prestou depoimento por tentativa de homicídio. Ele não está autorizado a dar entrevista.

matérias e fotos cedida gentilmente por yahoo notícias.

 

Paulo Barbosa

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