Depois da Oração do Pai Nosso, o diretor legislativo Milton guerreiro, como sempre, fez a leitura das atas, da sessão anterior que depois de analizada pelos edis, foi aprovada. Depois o 1º secretário Pedro queiros, leu a Ordem do Dia que constou apenas, do projeto de lei do executivo, que pedia a aprovação da LOA, Lei Orçamentária Anual, e antes dos discursos o presidente da casa, Valdiram Marques, anunciou o intervalo regimental, para que no cafezinho, os vereadores pudessem parlamentar entre eles, a votação da LOA, e quais as prerrogativas que seriam discutidas em plenário para a aprovação ou não do projeto de lei do executivo 24/20-25.
A arquibancada da oposição. Constando dos vereadores Renato Bromochenkel, Rogério Astória, Jorge Maécio e Saulo Cardoso, sempre na oposição, desde a apresentação da LOA, foram contra um artigo constante da lei, onde o prefeito, pedia o direito de remanejar as verbas, de acordo com a sua vontade, e a hora em que bem quisesse.
Estre parágrafo incomodou demais a oposição, que desde o início, se colocaram contra e que não poderiam dar ao prefeito um “cheque em branco”, para fazer o que bem quisesse com a verba de $639 milhões para o exercício de 2026.
De retorno do cafezinho, onde debateram o assunto, foi aberto o expediente único, onde os vereadores contra ou a favor, se pronunciassem a respeito do referido parágrafo.
O primeiro a se pronunciar, foi o vereador Renato Bromochenkel, que fez um discurso altamente técnico, explicando o porquê ele havia interposto um contra projeto, tirando do prefeito o direito do remanejamento de 100% da verba, para que ele usasse a seu “bel modo”, o que os vereadores oposicionistas não concordaram, concordaram apenas 30%.
Bromochenkel fez uma explanação técnica, de datas e valores, falando que a aprovação da LOA, como ela foi enviada ao legislativo, seria dar ao prefeito um cheque em branco e, que o prefeito estaria passando por cima do legislativo, pois se cada vereador ganha $17.300 por mês com direito a mais 4 assessores, estes vereadores deveriam representar o povo que colocou cada vereador na câmara municipal.
Rogério Astória, em seu pronunciamento, falou de outra forma, mas se dirigiu ao público da mesma forma, pois a câmara não poderia dar ao prefeito um cheque em branco, pois do contrário, o prefeito Robério Oliveira, estaria passando por cima do legislativo e estaria tirando do legislador o direito de fiscalizar as contas públicas.
A vereador Carmem Lúcia justificou o seu voto, dizendo que votaria a favor da LOA e da solicitação do prefeito, e que a transposição de verbas de uma secretaria para outra, é perfeitamente natural, e que se aprovada, não tiraria dos vereadores, o direito de fiscalização.
O vereador Ademir Freire, disse que votaria a favor da LOA e da projeção do prefeito, pois se prevalecesse a preposição do vereador Renato Bromochenkel, como ficaria o pagamento de funcionários, e com o engessamento da verba, a educação, saúde e outras secretarias, ficariam, sem aporte e que ele, votaria a favor dos funcionários da saúde, educação e assim por diante.
Como sendo da oposição, o vereador Saulo Cardoso, que sempre tem feito muitas críticas a algumas secretarias e ao prefeito, ficou calado, muita gente não entendeu o porquê do silencio do vereador oposicionista, já que ele foi eleito pelas hostes do então candidato Neto Guerrieri, o silencio de Saulo Cardoso foi para muitos uma incógnita, mas depois a razão veio a tona, desta forma circulou pelos corredores da imprensa, que Saulo Cardoso se rendeu ao poder de convencimento de Robério Oliveira e agora faz parte da cúpula do prefeito, ganhando com isto inclusive os cargos perdidos pelo vereador até o momento “cassado” Adriano Cardoso”. A saber que Robério, na inauguração da ala vermelho do Hospital Geral de Eunápolis, teceu elogios a postura do vereador Saulo Cardoso, e como todo mundo sabe, ninguém elogia o adversário, então…
Em suma, foi feita a 1ª votação e a LOA foi aprovada por 15 votos a favor, 1 voto contra e 1 abstenção. Neste intervalo, o vereador Rogério Astória, voltou à tribuna, fez novo discurso, mas o caminha já havia sido traçado e em 2ª votação a LOA, foi novamente aprovada pelo mesmo placar, e Robério, para 2026 terá a sua disposição, 639 milhões para governar Eunápolis sem dar satisfação a ninguém, pois se for verdade a nova aliança política na Câmara, Robério agora tem 14 vereadores a favor e apenas 3 contra e, se configurar a cassação de Adriano, Marcão do Salão poderá ser o substituto e Robério continuará com a maioria na Câmara Municipal de Eunápolis. Este é o possível quadro administrativo de Eunápolis para o ano de 2026.
No plenário as “Mulheres empreendedoras”, projeto aprovado do vereador Rogério Astória, e o presidente Valdiran Marques, convidando para as duas sessões extraordinárias na próxima 3ª feira 16/12, para votação de projetos de lei do executivo.
Próxima e última sessão de 2025, será nesta 3ª feira 16/12, Às 08hs e 30 minutos na CME, av Artulino Ribeiro bairro Dinah Borges.





















