Neste julgamento, no banco dos réus, acusados de um crime, estavam Carlos Alberto Alves dos Santos, Romário Felipe Almeida Silva e Mateus de Jesus.
Todos acusados de no dia 14/09/2020, dirigindo um Fiat Branco, no Bar Primavera, bairro Juca Rosa e gritando “polícia”, atiraram e mataram Eduardo Pereira Brito, por pertencer a uma outra facção, já que na região existem 3 facções, PCE atualmente CV de Eunápolis, MPA de Porto Seguro e BDM de Salvador, a partir daí, começaram as investigações de mais um crime, já que a região estava sendo tomada pelos crimes entre facções.
A prisão dos 3, aconteceu devido a uma denúncia de que, um carro gol prata, que estava em uma oficina no bairro Gusmão e este carro estava envolvido em crimes pela cidade. A polícia foi na investigação do carro e deteve no local Mateus, que segundo Mateus ao ser interrogado e preso, acabou indicando uma casa no Juca Rosa, onde foram encontrados um revólver calibre 38, uma pistola, munições e os demais elementos.
Interrogados na delegacia, acabaram confessando o crime, e com isto, as investigações seguiram, já que estava sendo investigado outros crimes, incluindo o desaparecimento de 4 jovens e que até hoje os corpos não foram encontrados. As investigações apontaram que este crime, foi a mando de Carlos Roberto Alves Santos que já estava preso por outro crime. Depois das oitivas na delegacia e no fórum, o julgamento foi marcado para esta 2ª feira 28/09/2026.
Atuou na acusação o representante do MP o promotor Dr. Matheus Dalbert Silva de Belmonte, nas defesas, de Eunápolis o Dr. Fabricio Ghill Frieber a Dra. Amanda Gabriele Silva Alves, da Defensoria Pública do Dr. Fábio Sebastião Gomes Oliveira e de Teixeira de Freitas as Dras. Lara Neves Feigir e Ana Paula Vieira Arantes.
Depois das instruções do sua Excia. O MM juiz Dr. Humberto Jose Marçal aos 7 jurados escolhidos tanto pela promotoria quanto pela defesa, foi feita uma parada para o almoço e começaram os debates, com duração de 2 horas e 30 minutos par ambas as partes.
Tendo começado pelo promotor, ele buscou dentro do processo, todas as informações requeridas, pedindo aos jurados que condenasse os réus, pois foi um crime hediondo e premeditado e que a sociedade precisava de uma resposta, principalmente para acalmar os familiares da vítima. O Dr. Matheus não utilizou as 2hs30m, mas durante o seu tempo ele tudo que ele pode mostrar de provas contundentes parda incriminar os réus ele mostrou, pedindo que a condenação seria inevitável.
Porém dois réus Mateus e Romário, se negaram a responder as perguntas do promotor e só responderiam à defesa, feito isto, o promotor continuou com a acusação buscando a condenações de todos os 3 sentados no banco dos réus.
Na defesa, a Dra. Lara que defendeu o réu Carlos Alberto que dividiu o tempo com os demais defensores, fez inquisições diretas, dando conta de que a acusação de seu cliente, era só por “ouvi dizer”, pois as provas eram muito fracas, já que ele estava preso e segundo a acusação a morte de Eduardo, havia sido por sua determinação, mas a falta de provas contratou com as duas testemunhas apresentadas.
A outra defensora foi a Dra. Amanda, dando conta de que, antes de ser tornar uma advogada criminalista há via sido escrivã de polícia e argumentou que nunca viu uma investigação tão cheia de falhas e que o celular encontrado não ligava seu cliente ao crime. Dra. Ana Paula, em sua argumentação, usou as falhas da investigação para defender os réus usando seu tempo que antes fora dividido.
Dr. Fabricio não deixou por menos, mostrou aos jurados as falhas das investigações, a falta de provas incriminatórias, dando conta de que. As testemunhas, não acrescentaram nada que pudesse incriminar os réus, mas foi enfático e contundente em sua defesa.
Como não houve réplicas e nem tréplicas, o MM juiz Dr. Humberto, leu aos jurados os quesitos de votação, o salão do júri foi esvaziado para deliberações e, no retorno de acordo com a votação, os 3 réus foram absolvidos deste crime, apenas Carlos Alberto que já havia sido condenado por um crime anterior, foi novamente encaminhado ao presídio local, os demais Mateus e Romário, foram absolvidos e ganharam o alvará de liberdade.
Novo julgamento está marcado para o próximo dia 19/10/2026, no fórum Dr. Afrânio, e de acordo com o mutirão do TJBA, em novembro, haverá 5 juris por dia, para desinchar a pauta de julgamentos em euinápo0lis e o rota51.com, mais uma vez, estará com exclusividade fazendo a cobertura jurídica destes julgamentos.
OBS: o rota51.com, fez um vídeo do MM juiz prolatando a sentença, porém, o youTube proibiu a edição do vídeo e por isto, ficamos devendo esta edição, porém vejam as fotos.










































































































