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Planalto está com medo de Geddel falar, se ele falar o planalto cai.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
19/09/2017
in Justiça, Notícias, Política
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Depois que pegaram as malas de dinheiro no apartamento e, que segundo as informações oficiais e levaram Geddel de volta pra cadeia, o planalto está apavorado com o que Geddel falar, se ele, tiver a chance de falar em uma “delação premiada”.

Os 51 milhões, não é tudo, é apenas a ponta de um iceberg que não quer derreter em mesmo afundar, ou seja; Geddel é muita coisa, diante das pessoas comuns e de seus partidários que até hoje, estiveram com ele no poder, mas depois de preso, viram que ele não é tão corajoso assim e, diante deste medo, basta a oferta de algo melhor e se abrir a boca, o Brasil vai ver o que é delação, do Ministério da Integração, vice presidência da CEF, a transposição do rio São Francisco, e outras mumuinhas, vai ter muita água rolando e passando por debaixo de muitas pontes. Vejam matéria publicada na imprensa nacional.

 

Planalto se preocupa mais com possível delação de Geddel do que com nova denúncia

Carla Araújo e Tânia Monteiro

Em Brasília / Pedro Ladeira/Folhapress

 

05 out 2016 presidente Michel Temer e o então ministro da secretaria de governo Geddel Vieira Lima participam de evento no palácio do planalto

Geddel, ao lado de Temer, fazia parte do núcleo duro do PMDB. O Palácio do Planalto se preocupa hoje mais com a possibilidade de o ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde o dia 8, fechar um acordo de delação premiada do que com a nova denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República na semana passada contra o presidente Michel Temer.

A avaliação de auxiliares próximos a Temer é de que a segunda acusação formal oferecida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa o presidente de liderar uma organização criminosa e de obstruir a Justiça, terá um placar mais favorável que a primeira acusação quando chegar ao plenário da Câmara dos Deputados. Em agosto, quando a Procuradoria denunciou Temer por corrupção passiva, 263 deputados votaram por barrar o prosseguimento da acusação.

Já em relação a Geddel, a avaliação no Planalto é de que a situação é “praticamente incontornável” depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em espécie em um apartamento em Salvador, onde foram identificadas as impressões digitais do ex-ministro.

Até a primeira prisão do ex-ministro, no dia 3 de julho, baseada em depoimentos do corretor Lúcio Funaro e de sua mulher, Raquel Pitta, a avaliação era de que seria possível obter sucesso na defesa técnica, uma vez que não existiam provas concretas da tentativa de obstrução da Justiça.

A apreensão do dinheiro, entretanto, segundo os investigadores, jogou por terra o discurso da defesa de que as acusações eram versões de delatores interessados em benefícios. Os R$ 51 milhões materializaram as provas necessárias para sustentar as afirmações dos colaboradores. A homologação da delação de Funaro fortaleceu a tese da acusação contra Geddel.

Além disso, o ex-diretor de Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira, apontado como homem de confiança de Geddel, cujas impressões digitais também foram encontradas no apartamento, afirmou estar disposto a colaborar com as investigações. Ele já confirmou ter buscado dinheiro em São Paulo a pedido de Geddel. Não está descartada a possibilidade de o ex-ministro ser alvo de outras denúncias.

Distanciamento

Geddel, ao lado de Temer, fazia parte do núcleo duro do PMDB, que inclui os atuais ministros e também denunciados Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). O Planalto avalia que Geddel é temperamental e emotivo e, por isso, não aguentaria muito tempo na prisão. Essas características, disse um auxiliar, podem aumentar ainda mais as chances de o ex-ministro fornecer informações em troca de benefícios.

Apesar disso, o discurso no governo é de que, se Geddel fechar acordo de colaboração premiada, não haverá nada de comprometedor contra o presidente. Ainda assim, a ordem no Planalto tem sido se distanciar ao máximo do ex-ministro. Desde que foram descobertos os R$ 51 milhões, os principais interlocutores do presidente evitam o assunto ou, quando abordados, dizem que ele não tem relação com o Palácio do Planalto.

Procurada, a defesa de Geddel não havia se manifestado até a publicação desta matéria. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

Paulo Barbosa

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