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Jota Batista estreia como advogado de defesa neste “mês do júri”, réu foi absolvido.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
07/11/2017
in Brasil, Justiça, Notícias
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Jota Batista e Dr. Dinalmari após o júri

O mês de novembro, está sendo todo dedicado a júris, no fórum de Eunápolis. Neste dia 07/11, aconteceu mais um júri, onde o réu, por falta de provas acabou sendo absolvido.

Na presidência do tribunal, mais uma vez o juiz togado, Dr. Otaviano Sobrinho, na acusação o representante do Ministério Público Dr. Dinalmari Mendonça Messias e na defesa, debutando no tribunal do júri, o jovem advogado Joao Batista Pereira, mais conhecido como Jota Batista.

O réu Irineu Gomes Ribeiro, mais conhecido como “professor Dedeu” pelo fato de ser mestre de capoeira, e nos registros do processo consta que, Prof Dedeu e Rosemiro José dos Santos Silva, no dia 03 de setembro de 2005, na ruía Joana Gomes, Alecrin II,  agrediram violentamente Fábio Vitório dos Santos e Josimar do Prado Santos, que retornavam do trabalho em suas bicicletas e desta agressão as vítimas ficaram todas machucadas, principalmente na região da cabeça, desta forma configurando uma tentativa de homicídio.

Dr. Dinalmari iniciando o trabalho de acusação

Irineu ficou preso por 26 dias e, depois foi solto e, por 12 anos esperou pelo seu julgamento, que aconteceu neste 07/11. Em seu depoimento perante o juiz presidente, o promotor de justiça, os jurados, a defesa e todos os presentes, Irineu disse que contou a mesma história que sempre contou, que estava no local, e ouviu alguém gritando para sair da frente e de repente passou uma bicicleta, e que seu condutor, caiu alguns metros de distância, e que ele, pegou a vítima e socorreu, mas que acabou sendo acusado de agressor, apanhou da polícia, foi solto e durante todo este tempo, esperou pelo seu julgamento.

Dr. Otaviano sorteando o corpo de jurados

O promotor Dr. Dinalmari, com o processo como guia de acusação, fez o seu trabalho, com calma, serenidade, explorando o processo em todas as suas nuances, falou durante todo seu tempo, pois esta é a conduta do ministério público, buscar sempre a punição do réu, e neste caso não foi diferente, mas ao final de sua oratória, por “falta de provas”, pois as mesmas eram insuficientes para manter a acusação, Dr. Dinalmari, pediu a “absolvição do réu”. O que o promotor não pode fazer é simplesmente ir chegando e pedir a absolvição, a acusação tem que ser feita, os jurados precisam conhecer as nuances da acusação para a votação dos quesitos e, então a absolvição ser pedida.

Veio o intervalo do almoço, e logo após iniciou a oratória da defesa, quando o advogado Dr Jota Batista, iniciou seu discurso, também mostrando as falhas do processo, falta do exame de corpo de delito, a condução do réu, e as formas que foram usadas, para que Irineu acabasse acusado.

Usando a Constituição Federal como base de defesa do elemento humano, a situação em que o réu estava vivendo, pois sem um julgamento, toda vez que ia procurar emprego ou ia no SAC para tirar um alvará, sempre vinha a sombra da denúncia por tentativa de homicídio, muito eloquente, Jota batista ajudou aos jurados, a entenderem ainda mais sobre o que falou a acusação e também pediu a absolvição do réu por falta de provas.

Dr. Jota Batista e o réu Irineu Gomes

Como não houve réplica e nem treplica, todos foram para a sala secreta, para a votação dos quesitos e, em menos tem que se esperava, houve o retorno ao plenário do júri e Dr. Otaviano leu a sentença, relatando que os jurados votaram pela absolvição do réu. O corpo de jurados foi formado por 5 homens e 2 mulheres e, teve 6 convocados ausentes, sendo que um deles, a empresa na qual trabalha, enviou ao juiz presidente uma carta, 3xplicando a ausência do seu funcionário, mas Dr. Otaviano não aceitou, e multou os faltosos com 2 salários mínimos cada um, logo após o término do júri, que iniciou as 08hs30m, e terminou às 15hs02m, o ex réu e agora absolvido, deu uma entrevista a jornalista Alinne Werneck falando de sua angustia durante estes últimos 12 anos e agora, como está o seu coração diante da sua liberdade.

Dr Otaviano prolatando a sentença,

Jota Batista, um debutante jurídico, muito alegre com sua atuação e, os resultados.

Jota batista, depois que se formou em direito, tem feito alguns trabalhos, mas sempre quis estar em um tribunal do júri, defendendo as pessoas, e neste momento, a sua alegria foi muito maior do que ele mesmo pensava. Usando de sua pouca experiência na vara crime, pela primeira vez no tribunal do júri, Jota Batista se viu diante de uma situação no mínimo, inusitada.

Mas deu conta, não se deixou levar pela falta de experiência e nem tampouco pelo nervosismo, na realidade teve o apoio de alguns advogados amigos, da família e alguns amigos e, desta forma e agigantou-se sobre a sua própria pessoa. Jota Batista, aos poucos vai ganhando maturidade e vai amadurecendo seu discurso, pois um tribunal do júri é igual saltar de paraquedas, a cada defesa e a cada salto, as emoções são totalmente diferentes, cada caso e um caso, neste júri, foi o Dr. Dinalmari, que tem a sua própria performance, calmo, discreto, mas muito competente e técnico, já o Dr. João Alves é totalmente diferente, mais discursivo alterna entre a agressividade em seu discurso, e as nuances do processo, e desta forma, tem conseguido muitas condenações e mostrado que na vida existem dois caminhos, o da honra e dignidade e o crime, cada um escolhe o seu caminho, mas e preciso sabedoria para não sentar na frente de um juiz e ouvir o seu discurso, Jota Batista vai ter que trilhar todo este caminho, para dar a sociedade, a temperança da sua competência. Próximo júri, dia 10/11, 6ª feira, às 08h30m.



























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