Cicatrizes são ferimentos proporcionais ou desproporcionais que o corpo sofre, o médico costura mas mesmo assim deixa marcas. Marcas que podem ser de um acidente, de qualquer espécie, mas com um procedimento médico ele desaparece e sobram só as lembranças e a lição de não cometer outra vez os mesmos erros.
Mas não são somente estas cicatrizes, que podem marcar uma pessoa, estas outras cicatrizes são na verdade, as que marcam o corpo, por uma agressão de qualquer espécie, a pele fecha, a carne emenda, mas o sentimento não para, a dor não passa, o sentimento fica machucado pelo resto da vida, principalmente quando o ferimento é feito pela pessoa que se ama, pela pessoa a quem a ela, se dedicou parte de sua vida, pela pessoa que possuiu sua carne visitou suas entranhas, para depois, por um motivo torpe e sem regras, o violentou.
CICATRIZES, surgiu em decorrência de tantas agressões sofridas por mulheres, que sem forças para reagir, por não ter pra onde ir, por não ter quem as ampare no pior momento de sua vida, então, inerte, tem que se sujeitar as agressões que cortam seu corpo, que fere a sua pele, para muitas vezes proteger os filhos, feitos pelo próprio agressor, que não se respeita e nem respeita a quem agride, então aí se pergunta, se um dia amou, se um dia quis de verdade possuir um corpo e nele depositar o sêmen de uma outra vida, para tira-la depois, então com o corpo machucado, com as vestes rasgadas, com o sangue a filtrar dos seus lábios e com o corpo inerte, olha para o céu, e agradece a Deus pelos ferimentos do seu corpo, porque se o corpo ninguém protege, a alma Deus toma conta, é a única peça de uma vida, ponde não se vê, as CICATRIZES.
Cicatrizes é um projeto da jornalista Alinne Werneck e, em colaboração com o rota51.com, que entra na luta contra a violência contra a mulher.
ALINNE WERNECK: Documentário: Cicatrizes – O amor que mata!
A equipe de jornalistas do site Rota51.com, composta por Paulo R. Barbosa e Alinne Werneck, idealizaram um documentário, em que retrata a violência doméstica e suas nuances.
Motivados pela total indignação ao veto a implantação de uma defensoria que tem por objetivo atender e buscar meios jurídicos que amparem vítimas de violência doméstica, veto este, baseado implicitamente em conotações políticas e em uma “queda de braço” entre um membro do legislativo municipal, e o chefe do executivo (Vereador X Prefeito). O vereador propôs o projeto, que foi aprovado pelos demais edis, e logo em seguida enviado para a prefeitura, onde seria promulgado, para o espanto de todos, o referido prefeito Robério Oliveira VETOU o projeto, e este retornou a casa, onde também foi rejeitado pelos demais vereadores, sendo assim, arquivado o projeto de lei que representava tanta esperança para as mulheres eunapolitanas, vítimas de violência doméstica.
Vale ressaltar que, Eunápolis possui o número assombroso de 16.564 vítimas de violência doméstica (dados da secretaria de segurança pública, ano de 2016). E nem números tão alarmantes foram capazes de sensibilizar os políticos locais.
Deste modo, Paulo Barbosa e Alinne Werneck, empenharam-se em mostrar que essa realidade precisa ser mudada, e que a violência doméstica, não pode mais continuar triunfando nos corredores da impunidade, onde seu caminho, outrora tão sujo, seja lavado com sangue de mulheres, e com as lagrimas de crianças que diariamente veem sua genitora ser agredida e humilhada pela pessoa que em tese, fez votos de protegê-los e zelar por suas necessidades.
Uma mobilização nacional foi arquitetada e executada, pelos jornalistas supracitados, onde importantes segmentos do judiciário, foram contatados e puderam expor sua revolta a este veto ocorrido na cidade de Eunápolis – BA, prova disso, foram os vários e-mails e vídeos que foram enviados a redação do site ROTA51.COM, que foram devidamente aproveitados e inseridos neste documentário que vocês verão a seguir.
O Cicatrizes foi dividido em 3 partes. Na primeira, os telespectadores e internautas assistiram a uma encenação de violência doméstica, que resultou na angustia e terror, e posteriormente no suicídio da vítima, e prisão do agressor. Na segunda parte (essa que está sendo transmitida abaixo) consta o relato de vários profissionais e membros do judiciário eunapolitano, bem como a honrosa participação da Delegada Tatiana Guzella, da Psicóloga Flávia Tavares, e da Promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur, que ressaltaram a importância do combate a violência doméstica, e representando a nossa cidade, tivemos a gloriosa participação dos promotores Dr Joao Alves Neto e Luiz Ferreira, ambos atuantes no estado da Bahia, bem como o renomado advogado Wanderson Barros, que fechou com chave de ouro essa segunda etapa. Contamos também com vítimas REAIS, que mostraram o terror vivido por vítimas de violência doméstica.
Na Terceria e última fase, teremos uma nova encenação de violência doméstica, onde será franqueado ao público, escolher qual final gostariam de assistir, bem como o depoimento exclusivo da jornalista Racchel Sheherazade.
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1565000743580808&id=100002126930210
