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Mais um réu foi absolvido em seu julgamento.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
14/11/2017
in Brasil, Eunápolis, Justiça, Notícias
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Dr. Otaviano sorteando os jurados

Neste mês de novembro, ele será todo do júri e, nesta 2ª feira 13/11, mais um réu sentou à frente do Dr Otaviano sobrinho para ser julgado por um crime de homicídio. No 1º julgamento ele foi absolvido e neste também.

Na presidência do júri mais uma vez, funcionou Dr. Otaviano Sobrinho, na acusação Dr. Dinalmari Mendonça Messias e, na defesa, um dos mais proeminentes advogados da região
Dr. Gutemberg Duarte, já que há muito não atuava na vara crime.

O crime.

Dr.Dinalmari atuando na acusação
Dr.Gutemberg na defesa

No processo consta que Petrônio Lemos Luz, no dia 28 de março de 1998, por volta das  20 hs, armado com um revólver Rossi calibre 38, desferiu 4 tiros em Miguel Ailton Alves, mais conhecido como Bicudo, matando instantaneamente, o crime ocorreu na porta da casa da vítima na rua Pau Brasil 703 bairro Pequi. De acordo com as investigações, apurou-se à época que Petrônio, havia dado a Miguel, um revolver para ele vender, mas por inexperiência ou curiosidade, Miguel disparou o revolver, como a polícia fora chamada, Miguel correu e escondeu a arma debaixo de um sofá na casa de uma mulher, mas que depois de diligencias, o revolver foi entregue à polícia, por este motivo, Petrônio queria receber o dinheiro, e nestas cobranças aconteceram ameaças. Como o recebimento estava difícil, testemunhas contaram que Petrônio chegou até a casa de Bicudo e o chamou, ao sair, ele disparou os tiros que mataram bicudo. Petrônio foi preso depois e fez as declarações à polícia e arrolou suas testemunhas. Neste processo várias testemunhas foram arroladas, umas acusando e outras inocentando Petrônio, Petrônio disse que no dia do crime estava em Porto Seguro. Novamente foram ouvidas testemunhas de acusação, que garantiram que Petrônio fora o autor dos disparos que mataram Bicudo.

Na réplica Dr.Dinalmari usou e abusou do conteúdo do processo
Dr.Gutemberg usou muito o processo

Dr. Dinalmari iniciou a acusação, mostrando aos jurados, que Petrônio de acordo com as testemunhas ouvidas, deram conta de que no dia do crime, Petrônio estava em uma moto, e chegou em um bar perguntando por Bicudo, e ao identificar a sua residência, entrou no terreiro e chamou por Bicudo que saiu com uma criança no colo, ao reconhecer Petrônio, Bicudo entregou a criança para sua mãe e foi quando recebeu os tiros, vindo a morrer como colo de sua namorada. Dr. Dinalmari, falou tudo sobre o processo, os envolvidos, fez os jurados recordar das testemunhas e, o que disse cada uma delas, todos os detalhes do homicídio foram revelados de forma detalhada, mostrando que houve sim, a vontade de matar o rapaz, devido a uma dívida, pelo revolver que a polícia apreendera. Durante 1 hora e meia, Dr. Dinalmari dissecou todos o processo, buscando a prisão do assassino.

A defesa a cargo do Dr. Gutemberg Duarte, dentro do mesmo processo, procurou mostrar aos jurados a inocência do réu, incluindo novos nomes, inclusive o do irmão do Petrônio como sendo o responsável pela transação do revolver, já que o réu, havia dito que só confessou o crime porque fora coagido na delegacia por policiais, incluindo um nome que foi muito citado foi Gevaldir, que foi quem armou tudo para que Petrônio fosse preso, já que tudo começou por causa da compra de uma moto. Outros nomes foram citados, como possíveis envolvidos e até mesmo como autor dos disparos.

Dr. Gutemberg, explorou bem o fato de nos últimos 18 anos, em que esteve esperando por este julgamento, nunca esteve envolvido em nenhum outro delito, que era casado, tinha filhos, e como já fora absolvido em outro julgamento, ele esperava que neste novo julgamento, Petrônio também fosse considerado inocente e fosse novamente absolvido.

Dr. Otaviano lendo a sentença e a sua frente o réu

Na réplica Dr.Dinalmari buscou novas evidencias no processo, rebateu alguns pronunciamentos da defesa, mas mantendo para os jurados, a mesma convicção de que o réu era realmente o assassino, destacando que, o réu, no dia e hora do crime, estava em Porto Seguro hospedado na casa do Sr. Artur, e que na mesma noite encontrou com, seu patrão e esposa, e que todos ao virem para depor e, Confirmaram que o réu estava realmente em Porto Seguro.

Depois da réplica e tréplica, aptos, todos foram para a sala secreta para procederem a votação, não demorou muito, todos desceram e ao prolatar a sentença, Dr. Otaviano declarou a absolvição do réu. A cobertura deste e muitos outros julgamentos, foi feira com exclusividade por rota51.com.

Novo julgamento, será nesta 3ª feira 14/11, às 08h30m, no fórum da cidade, bairro Dinah Borges.




















 

Paulo Barbosa

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