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Aconteceu mais um julgamento no fórum Dr. Afrânio de Andrade Filho, por feminicídio, réu pegou 12 anos de reclusão.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
05/06/2023
in Administração, Destaque, Especial, Eunápolis, Gente, Infra Estrutura, Justiça, Notícias
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Em mais este julgamento, o réu foi Sonoval Rodrigues da Silva, que no dia 29/12.2021, na rua Arnoldo Lima 689, no bairro Juca Rosa, Sonoval matou a pauladas a jovem Pollyana Barbosa de Oliveira, Sonoval, esperou a polícia chegar e, foi réu confesso no feminicídio, quando matou Pollyana, por cíúmes, já que o convívio era de traição, segundo relato do próprio réu, ele flagrou Pollyana, falando ao telefone com uma outra pessoa, dizendo que estava com “saudades”, Sonoval disse ter permitido um relacionamento em aberto, mas não suportou a traição, em determinado momento e não suportando mais a situação, passou a mão em um pedaço de pau, e acertou Pollyana duas vezes no rosto, causando traumatismo craniano e, tendo esta, morrido na hora. Sonoval, não fugiu e ficou na casa, até o momento em que a policia chegou, e o prendeu, sendo tanto em casa aos policiais, e na delegacia, ele confessou crime e contou detalhes, segundo ele, não suportou ter sido chamado de “Corno”.

De acordo com Sanoval o relacionamento dele com a vítima, Pollyana Barbosa de Oliveira, foi de apensas 3 anos, porém Sanoval manteve outro relacionamento com uma mulher de nome Maria por 7 anos, mas como ele e Pollyana moravam perto um do outro em Itamaraju, certo dia, ela apareceu em sua casa, conversaram e ela acabou dormindo com ele, ela veio para Eunápolis e todo final de semana, ele passava com ela, até o dia fatídico em que ele, a surpreendeu falando ao telefone com outro homem; aconteceu o crime, ele foi preso em flagrante e foi réu confesso do crime e, neste dia 05/06 foi o seu julgamento.

Depois do sorteio dos jurados que foi composto por 5 mulheres e 2 homens, atuou como promotora a Dra. Mariana Libório, que toda a sua calma cum0proimetou a todos e passou a explicar ao corpo de jurados, as nuances do crime e pediu a condenação de Sonoval, a promotora, buscou dentro do processo, fatos de como o crime aconteceu, de ser Sonoval réu confesso, e contou com detalhes, como  crime aconteceu, pois além do ciúme, ainda ser chamado de corno, ele, sentou-se ferido em sua masculinidade, já que amava Pollyana, embora aceitasse um relacionamento aberto, ser chamado de corno, era demais.

A promotora Dra. Mariana, explorou o processo ao máximo, para que os jurados pudessem dar ao réu um julgamento coreto e uma pena capaz de fazê-lo entender o que havia feito, Ela, invocou a lei Maria da Penha, dando conta de que, a vítima ficou tetraplégica devido exatamente, aos maus tratos sofridos pelo seu marido que ficou preso, apenas 2 anos, até que o Congresso Nacional, de tantas críticas acabou aprovando a lei que se tornou uma defesa inexorável, às mulheres que sofrem maltratos ou são assassinadas pelos seus maridos.

Na defesa atuou a Dra. Jullyane Wolf, que durante toda a acusação, prestou muita atenção na atuação da promotora e depois do almoço, por sua vez, buscou todas as formas de defender o seu cliente. Com o processo nas mãos, Dra. Jullyane, fez de tudo par convencer aos jurados que, a ação de Sanoval, foram em  um momento imprensado e que, havia adotado um relacionamento em aberto e no momento, o ciúme subiu à cabeça, já que em determinado momento, ela Sonoval, já havia surpreendido Pollyana, vestindo somente uma calcinha e uma blusa”, estava em sua casa tomando cerveja com outro homem, pois além do ciúme também veio a afronta, Sonoval esperou que Pollyana dormisse, e aproveitou o mento, pegou um pedaço de pau, e desferiu os golpes, que mataram com traumatismo craniano.

Dra. Jullyane, buscou de todas as formas pelo menos amenizar a pena de Sonoval, sua defesa foi primorosa, mas mesmo assim um corpo de jurados composto por 5 mulheres e 2 homens, não houve discurso, que amenizasse o coração dos jurados. Depois de lidos, os quesitos para votação, tanto da acusação como da defesa, os jurados, se reuniram sem secreto para votar de acordo com o que ouviram. A promotora Dra. Mariana, preferiu não ir a réplica e sendo assim a advogada de defesa, também não foi à tréplica, destra forma a sala de julgamento foi esvaziada, os jurados votaram e, ao final. O MM Juiz Dr. Otaviano Sobrinho leu a sentença, o réu, foi condenado a 12 anos de reclusão, a princípio em regime fechado e ainda tendo que pagar as custas processuais.

Devido são excesso de processos que Dr. Otaviano tem que ver, estudar e julgar, fora os processos da vara criminal, um novo julgamento foi marcado, para o dia 17 de agosto de 2023, no salão de julgamentos do fórum de Justiça Dr. Afrânio Andrade Filho, a partir das 9 horas da manhã. Este foi mais um trabalho de reportagem do rota51.com, jornalista Paulo Barbosa DRT 4200.
























Paulo Barbosa

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