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Acontece em Eunápolis um dos júris mais concorridos dos últimos tempos.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
24/04/2018
in Especial, Eunápolis, Notícias
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As testemunhas

O júri desta 2ª feira 23/04, foi um dos mais esperados da cidade, quando 3 policiais militares, foram levados a julgamento pela tentativa de homicídio e um homicídio acontecido em uma festa no sítio do toco.

Consta dos autos do processo que no dia 26/01/2014, por volta das 21hs, no sitio do toco, Jadison Alves de Moura Oliveira e sua esposa Mayara Marques da Silva, foram feridos a tiros em uma festa no sítio do toco, Jadison foi ferido mas sobreviveu, sendo que os dois foram socorridos pelo SAMU, e levados até o HRE para serem atendidos, só que Mayara não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Os réus

No início do julgamento, foi feito um requerimento, por advogado de defesa, solicitando o desmembramento do júri, mas diante dos fatos, a solicitação foi indeferida e os 3 militares estão sendo julgados.

Os réus são: Carlos Vinícius Costa Dantas, Mauricio Biano Souza Santos e Marcelo Santana Moreira, no plenário mais ou menos uns 40 estagiários de direito, na acusação estando os promotores Dr. Luiz Ferreira Freitas Neto e Dr. Dinalmari Messias Mendonça, na defesa a Dra. Priscila Pitanga, Dr Marcos Bandeira, Dr. Carlos Vinicius, Dr. Cosme Araújo Santos, Dr Igor Assunção e Bryan Marim.

A defesa

Uma jurada foi indeferida pelo fato de ser prima da vítima Jadison, é bom salientar que, Jackson foi morto algum tempo de pois na Urbis I onde morava, por bandidos, em sua própria casa, sendo que um deles já morreu em confronto neste primeiro dia, foram ouvidas as testemunhas, e que em nenhum momento o nome de Marcelo foi citado como o atirador, a não ser pelo policial Paulo César, que acabou em um depoimento no MP, com seu advogado e testemunhas, disse que os responsáveis pela morte de Mayara e, o ferimento em Jadison foram feitos pelos 3 PMs, mas que em outros depoimentos, o próprio Jackson disse que havia sido ferido por 2 elementos em uma moto.

Nesta 2ª feira 23/04, além das 4 testemunhas, pois uma foi excluída, e os depoimentos de Marcelo e Dantas, deram conta de que não participaram do tiroteio e, que todas as acusações citando os referidos nomes, foram feitas pelo policial Paulo César.

Dr. Luiz, dr. Dinalmari, major Ribeiro CMT da 7ª CIPM e o juiz presidente Dr. Otaviano Sobrinho

Nesta 2ª feira, foram feitos novos depoimentos, das testemunhas e dos 2 policiais, mas o que mais chamou a atenção, foi o depoimento da testemunha Roberto, policial civil que disse que foi chamado á casa do delegado Dr. Elvio, onde estava a Dra. Valéria, e o delegado Dr. Cícero, onde Dr. Elvio estaria pedindo para ele, Roberto, mudar o depoimento dele, dizendo que teria visto Marcelo atirar em Jadison, coisa que ele Roberto não fez. E que ele Roberto, devido ao som alto, não ouviu nenhum dos tiros, e que viu somente Jackson baleado na mão e, abraçado a um amigo dele, de nome Davidson, disse que os atiradores foram 2 homens em uma moto. Os tiros foram em frente ao portão da garagem de coleta de lixo e Marcelo estava fazendo um “bico” de segurança no sítio do toco.

Apenas o réu Biano vai ser ouvido nesta 3ª feira 24/04, Marcelo e Dantas já foram ouvidos na 2ªº feira, logo após o depoimento de Biano, começaram os debates, entre acusação e defesa, como é um júri muito complexo, está sendo realizado em 2 dias, o juiz presidente do júri, Dr. Otaviano Sobrinho, já havia avisado anteriormente, todos os jurados, levaram roupas e foram acomodados separadamente em um hotel da cidade, sendo que policiais militares ficarão de guarda, durante toda a noite para garantir a segurança e a incomunicabilidade dos jurados.

Independentemente de qualquer coisa, o rota51.com sempre tem feito sempre a divulgação jornalística dos júris, e mais uma vez contando com a colaboradora e jornalista Alinne Werneck.




















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