Depois que diretor legislativo Milton Guerreiro leu a ata da sessão anterior e que foi aprovada, e da leitura da Ordem do Dia, foi feito o intervalo regimental, a sessão foi reiniciada, e como não teve ninguém para discursar no 1º expediente, o presidente da casa, Jorge Maécio, abriu o 2º expediente, e a vereadora Carmem Lúcia ao falar na tribuna, iniciou a sua fala, criticando a APLB pela greve que não acaba nunca.
A vereadora disse que muitas crianças em idade escolar, principalmente no nível 1, que vão a escola muitas vezes por causa da merenda, estão sofrendo um ataque pessoal muito grande, pois, além de não ter aulas, a merenda está estragando praticamente toda no depósito. Continuando seu discurso, a vereadora disse que, muitos pais estão deixando de trabalhar para ficar em casa cuidando dos filhos, porque sem aulas, as crianças não podem ficar soltas nas ruas e, por isto, as mães não podem trabalhar para cuidar dos filhos.

A vereadora Carmem, foi mais longe, ela disse na tribuna que esta greve é mais política do que reivindicatória e, acrescentou que a APLB fez um comunicado para que as professoras e professores, não participassem do desfile de 7 de setembro amanhã 4ª feira, tanto os professores quanto as professoras, precisam entender que o 7 de setembro, é uma data histórica nacional, e que todo corpo de professores, aprenderam isto ainda no antigo “primário”, e que pertence ao povo brasileiro e não a um sindicato político.

Carmem Lúcia, solicitou ao presidente da CME Jorge Maécio, que realizasse um encontro entre o MINISTÉRIO PÚBLICO, o JUDICIÁRIO, representante dos pais, dos professores que estão em salas de aulas, da APLB, e também da sociedade, para que algo possa ser feito, diante do quadro que ora se apresenta.
O professor Tiago Mota, fez um aparte e disse que é a favor do encontro, mas que existe também o fato do não enquadramento do piso nacional.
Dois outros vereadores falaram em apartes a vereadora Carmem Lúcia, porém falaram a mesma coisa, acrescentaram pouca coisa que já havia sito dito. O presidente da casa, o vereador Jorge Maécio, depois de ler, documentos que demonstram os procedimentos para uma convocação de um encontro solicitado pela vereadora Carmem, pediu que dois vereadores se reunissem, com a vereadora, para depois então, formalizar o convite às autoridades para que este encontro possa acontecer de forma oficial, a vereadora também pediu que um convite fosse enviado a um juiz da vara da infância e da juventude para que neste encontro esta situação posa ser dirimida.

Depois da sessão terminada, o jornalismo do rota51.com, conversou com o vereador Renato Bromochenkel sobre toda esta situação, das crianças praticamente 3 anos fora das salas de aulas, a justiça ordenando que apenas 50% dos professores retornassem às suas lides diárias, mas acentuou que tu isto acontece, por falta de um diálogo livre, aberto, sem politicagens e de forma a beneficiar apenas aos alunos e seus familiares, porque do jeito que está, cada um quer “puxar a brasa” pra sua sardinha e, as crianças sendo totalmente prejudicadas, nesta guerra de adultos, o ensino precisa sobreviver, os salários precisam ser pagos dignamente, mas que sem um diálogo adulto, a coisa pode ir de mal a pior.