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Completou nesta 2ª feira, a Semana do júri, cumprindo os julgamentos em pauta.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
21/02/2017
in Justiça, Notícias
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Marcelo chegando do presídio ao fórum para seu julgamento

O julgamento desta 2ª feita 20/02, veio completar o julgamento da semana passada, que não foi realizado devido a falta de uma jurada e, que lhe custou uma multa de 5 salários mínimos, de acordo com o entendimento do magistrado e presidente do júri, o julgamento só não se realizou devido a falta da referida jurada, que nem se preocupou em enviar uma justificativa pela sua falta  e, nesta 2ª feira 20/02, a jurada pelo mesmo motivo, foi multada em um salário mínimo, só que nesta 2ª feira houve quórum.

Dr. João Alves, utilizando o processo como peça principal da acusação

No banco dos réus, estava Marcelo Oliveira Benevides, que segundo os autos do processo, ajudou Teófilo Ponte Prates, mais conhecido à época como “Teréu”, a matar Rian Almeida Brilho, na porta de sua casa, bem ao lado de sua mãe. A morte de Rian se deu, pelo fato de o mesmo ser vendedor de drogas, da facção pertencente a Rena e Dada, e que tinha Teréu como pistoleiro, e que Rian, resolveu sair do mundo das drogas, começou a estudar e ir com sua mãe para a igreja, e por outro lado, os pertencentes a facção PCE, achava que Rian estaria vendendo às escondidas drogas para o MPA de Porto Seguro, desta feita, Teréu jurou matar Rian e concluiu seu intento. Só que para cumprir a sua promessa, Teréu teria levado Marcelo, mais conhecido como “Marcelo cara de jaca” e mais um elemento como cobertura no crime e, Marcelo, foi o que entrou no terreiro da casa e serviu para distrair Rian, enquanto Teréu fazia os 5 disparos de arma calibre 38, que matou na hora o jovem Rian, deixando a mãe do mesmo gritando seu nome e ao lado filho morto, o outro comparsa não foi identificado. Teréu de acordo com investigações, além de traficante era o autor de vários crimes na cidade, negociava armas para segurança das bocas de fumo e cobrador de dívidas, mas foi morto no bairro Minas Gerais, provavelmente pela facção contrária.

Em outro momento, Dr. João petgxa pesado para a condenação de Marcelo

Nas investigações, já se sabia que Teréu era o executor, mas somente depois que uma testemunha identificada como Rosimar Rodrigues Nascimento, denunciou que além de Teréu, Marcelo também estava presente no assassinato dando cobertura para Teréu e Rosimar disse que tinha ouvido a confissão dos dois, na quadra poliesportiva do Itapoã, quando eles riam e contavam os detalhes do crime.

Depois de todos ritos consumados, o presidente do júri Dr. Otaviano Sobrinho, cedeu a palavra ao representante do Ministério público, Dr. João Alves para a acusação, que após os cumprimentos a todos, iniciou a acusação dando exemplos de como agem as quadrilhas, as facções e o “modus operandi” do crime, que Marcelo cara de jaca, não atirou, mas participou ativamente do crime, dando cobertura ao assassino. Dr. João em sua atuação, mais uma vez, desenhou o que e uma atuação direta e a indireta, mas que todas elas contribuem para o crime e são altamente passiveis de sanções, já que houve um crime, e Marcelo ficou nas costas de Rian, para que Teréu pudesse alveja-lo, primeiro com dois tiros e Rian caiu sentado e ao tentar se levantar, recebeu mais 3 tiros fatais, que causaram a sua morte imediata.

Dr. Fabrício não deixa por menos e faz uma defesa primorosa

Dr. João criterioso que é, alternava a sua acusação dentro processo, dando nomes, dados, fatos e informações, que pudessem mostrar aos jurados, a periculosidade de Marcelo, a frieza de sua atuação e a forma com que ele participou de um crime, e ainda por cima, ameaçou a voltar e matar a mãe de Rian, por esta estar atrapalhando Rian a retornar ao crime e para a mesma facção. Durante 1 hora e meia, Dr. João fez uma amostragem perfeita da organização do crime e de seus executores.

Depois foi a vez da defesa, na pessoa do Dr. Fabrício, advogado dativo, nomeado pelo Dr. Otaviano e que o TJ-Ba, não reconhece e nem paga os honorários devidos, mas mesmo dativo, Dr. Fabrício faz um trabalho elogiado tanto pelo juiz presidente como pelo promotor Dr. João Alves, como sendo um advogado muito inteligente e até mágico, pois para defender seu cliente, ele é capaz de tirar coelhos da cartola. Em sua fala, Dr. Fabrício, explicou para os jurados, que a função do acusador é realmente esta, mas que Marcelo, não atirou, não instigou e tampouco foi co-autor deste crime, que que, realmente executou Rian, foi Teréu, e que Marcelo só foi acusado pelo testemunho de Rosimar que falou na policia e depois sumiu e, que ninguém sabe do seu paradeiro, da mesma forma a mãe de Rian, que deu seu testemunho, acusou Teréu e depois foi para São Paulo e nem mesmo seus familiares sabem o seu endereço, tudo isto por medo da facção, a qual Teréu pertencia, Teréu está morto, mas a facção está ai muito viva. Dr. Fabrício, buscou de todas as formas, desmistificar os arroubos da acusação.

Na tréplica Dr. Fabrício faz o que pode, defendendo o réu.

Mais tarde, vieram a réplica e a tréplica,  com Dr. João voltando a carga com dados mais diretosda acusação, mostrando aos jurados que a defesa, é um mágico, pois para defender o seu cliente, tira coelhos da cartola, e a defesa, mostrando que para acusar Marcelo, Dr. João contou as piadas do sapo, e do passarinho, a defesa, também, usou todos os recursos para que o réu não fosse condenado a muitos asnos de cadeia. E num momento como estre que a sociedade deveria estar presente, para ver como um júri é feito, as encenações, os discursos, mas principalmente que Em Eunápolis como muitos outros lugares, a justiça é levada muito a sério, tanto pelos promotores, como pelos  advogados criminalistas, caminhos que poucos advogados tendem a seguir.

Dr. Otaviano lendo a sentença, Marcelo ganhou 12 anos de reclusão

Terminadas as discussões, foram lidos os quesitos a serem votados e todos foram para a sala secreta, quando desta vez, a votação durou apenas 45 minutos e todos vieram a plenário para a leitura da sentença.  No plenário, Dr. Otaviano Sobrinho, fez a leitura de praxe e, determinou que Marcelo cara de jaca, teria de cumprir 12 anos de reclusão, em regime fechado, por se tratar de uma pessoa perigosa e danosa para a sociedade. Ao final a gradeceu a presença de todos por mais esta jornada jurídica no fórum da cidade e ainda sem nome.

Nesta semana do júri, houveram condenações de 12, 14, 17 e 21 anos e apenas uma absolvição, a que foi pedida pelo Ministério público.





















 

 

Paulo Barbosa

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