Na tarde da ultima sexta feira (14) a equipe do site ROTA 51, esteve presente na casa da senhora Luciana, mãe da criança Ana Beatriz que é portadora de necessidades e cuidados especiais, de forma simplificada a pequena Ana é portadora do autismo, que é uma condição que severamente compromete a capacidade de se comunicar com os outros, de perceber acontecimentos compartilhados, de expressar o que sente ou pensa nas mais diversas situações, de utilizar as palavras de acordo com o contexto e estas características atrapalham gravemente o desenvolvimento global da criança.

O que chamou a atenção da nossa equipe de reportagem não foi apenas o fato da criança ser autista, e sim as dificuldades que a mãe tem para conseguir O MÍNIMO, para atender as necessidades especiais da sua filha, junto aos órgãos competentes em nosso município (SECRETARIA DE AÇÃO SOCIAL, E SECRETARIA DE SAÚDE), além disso, nos deixam atônitos a forma com que o problema é tratado. Em entrevista com a mãe da criança a mesma relatou a forma severa e porque não INSENSIVEL quando busca atendimento para a sua filha. A mesma relata que ao se dirigir a Secretaria de Saúde, constantemente é tratada com rispidez por parte de determinada profissional, que de um ponto de vista profissional e ético, ironiza o problema da criança, e trata com profundo descaso, até mesmo ouvindo a frase: “Vou VER o que posso fazer” “Eu parei uma reunião para lhe atender, mas já falei que não posso fazer nada” e a melhor de todas é: PROCURE SEUS DIREITOS.
Lamentável.
Vale ressaltar que estamos falando de profissionais treinadas, ou ao menos que DEVERIAM ser treinadas para atender os usuários do SUS, com humanidade e decência, deixando de lado seus problemas pessoas, e provendo as pessoas o mínimo de dignidade, pois se não sabem, vamos relembrar que essas pessoas ocupantes de cargos públicos, pois não vejo inclinada a chama-las nem pelo vocativo de sua graduação, embora sejam ASSISTENTES SOCIAIS, são pagas, e MUITO BEM PAGAS, através do nosso dinheiro, convertido em impostos e arrecadações fiscais, que são impreterivelmente pagas pelo erário público, de forma resumida: A Luciana, bem como todos os munícipes não estão pedindo nenhum FAVOR, a esses profissionais para que eles possam atende-los, e atende-los BEM, caso contrario, abandone o cargo público e fique em casa, lamentando sua vida, e tratando de forma hostil a quem lhes permite tal tratamento, e de acordo com o conselho desta profissional a Luciana procurou SIM, seus direitos, e acredite… Ela tem muitos.


Inicialmente uma criança autista, é uma criança com uma variedade de limitações mentais, que requer um cuidado tão minucioso que a mãe ou responsável, sequer pode trabalhar e deixar a criança com qualquer pessoa, principalmente na escola ou creche, onde os “coleguinhas” poderiam meio a uma brincadeira, agredir, machucar, ou até mesmo a criança pode causar dano a si mesma, tendo em vista que são altamente agitadas e se aborrecem com facilidade, apenas um cuidador (a) com essa sensibilidade ao problema, caso contrario, e humanamente falando, é fácil perder a paciência com uma criança autista, devido a sua imperatividade, há relatos da própria mãe, que em determinados locais, o problema de sua filha é tratado como REBELDIA.
Além do descaso com que a Luciana é tratada, ela relata em reportagem que a arrogância da atendente da secretaria de saúde, até mesmo faz com que ela se sinta inibida de procurar ajuda novamente, para não dizer ENVERGONHADA. Bons eram os tempos em que o secretariado municipal era eleito por sua competência técnica e profissional, além da sensibilidade ao problema alheio, não apenas pelo salário, e sim pelo desejo de fazer mais, em prol da nossa cidade, pois o secretário de saúde, Drº Mário Gontijo de forma extremamente feliz, escolheu “a dedo” as pessoas que iriam trabalhar consigo, e conduzir o sistema único de saúde, com humanidade e pericia.
A pequena Ana Beatriz necessita de fraudas, pois ainda não aprendeu a utilizar o banheiro, sua alimentação é especial, e a criança também necessita de um medicamento que não é fornecido pelo SUS. Devido ao seu valor elevado do remédio, a mãe, mesmo recebendo um abono que é equiparado ao valor de um salário mínimo, não consegue fazer a aquisição mensal do mesmo, pois as despesas são muitas: Aluguel, agua, energia, mantimentos, roupas. Além de ter que retirar do dinheiro da criança para que a mesma continue utilizando no decorrer do mês, as fraudas e medicamentos que ela necessita, medicamentos esses que deveria haver nos postos de saúde, e Hospital Regional, mas não há… Estamos falando de Dipirona, Paracetamol, Anti Alérgicos, etc. Obs: Não estamos falando do medicamento especial da criança.
Com lagrimas nos olhos, Luciana relata que ela e sua filha chegam a passar necessidades, pois o pouco dinheiro que recebem não dá para arcar com tantas despesas, muitas vezes ela se vê obrigada a por a criança em uma bicicleta e sair andando pelas ruas, na expectativa de que a criança se distraia e disperse um pouco a fome que sente. Nas vezes que ela não vê solução, para seu problema, ela sai em desespero procurando ajuda, coloca a sua filha na garupa de uma bicicleta, correndo o risco de que a criança caia e se machuque gravemente, e sai rumo a prefeitura visando uma resposta positiva, porem o mínimo lhe é negado.
Ana Beatriz teve o seu beneficio do bolsa-família suspenso, e a informação que ela recebe é que: Ela não possui perfil para receber o bolsa-família. Ou seja: Quem então possui perfil para receber tal beneficio? Há relatos de que pessoas de classe média alta recebem o valor de maneira despreocupada, isso nos leva a crer que quem faz essa avaliação, se trata de um néscio, ou uma pessoa que precisa regressar urgentemente para a escola, e aprender o que é “linha da pobreza” e vou além… Infelizmente Faculdade não molda caráter, pois se fosse assim, alguns necessitariam prestar vestibular urgentemente.

Luciana procurou um advogado que se sensibilizou pelo caso, e orientou que a mesma buscasse o apoio da imprensa e do Ministério Publico para que seu problema fosse resolvido, meio que como uma medida desesperada, pois dialogando com profissionais do setor público, ela tem recebido, apenas: Portas Fechadas.
A criança deficiente padece de assaduras e pequenos cortes que são promovidos pela frauda higiênica que é fornecida pela prefeitura, e com a alegação de que a prefeitura compra em tamanho PADRÃO, e que se ela não quiser, ou não estiver satisfeita, que compre do próprio bolso.
Há indícios de uma denuncia, que inclusive foi acatada pela OAB e pelo Ministério Público, que uma determinada funcionária de alto escalão da Prefeitura utilizou-se de um Hospital publico, que INCLUSIVE é o seu setor de trabalho, e fez um procedimento estético, que em nota, a mesma afirma não ter sido o procedimento relatado em denuncia (LIPOASPIRAÇÃO). Mas vale ressaltar que hospital público não é palco para procedimentos estéticos de baixa ou de alta complexidade, essa resposta agressiva que infelizmente é recebida pela Luciana, deveria ser direcionada a esta senhora. Apenas regozijo o fato de saber que não apenas uma sindicância será aberta pela prefeitura, bem como o MINISTÉRIO PÚBLICO, também irá apurar, e punir os envolvidos, doa a quem doer.

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Esse não é o perfil de um profissional de serviço social,não foi essa a formação que ela recebeu em sua formação acadêmica, eu como profissional da área lamento em ver colegas trabalhando ao inverso da garantia dos direitos sociais, atribuições a que ele esta designado.