“ O dia em que o ser humano entender que a liberdade, mesmo sem dinheiro é valiosa, deixará de ser um criminoso de bolsos cheios, o crime é uma viagem sem bilhete de volta”…

Reiniciou nesta 2ª feira 17/07, mais uma semana de júris no fórum da cidade, tendo como réu Sirlon Risério dias Silva, acusado de ter matado a tiros, Alisson Santos Cardoso, na rua Marcílio Dias bairro Pequi dentro de um bar, onde se comemorava um aniversário e Alisson era um dos convidados, e neste tiroteio, também foi ferido Ricardo Silva Quixaba.
Alisson já era velho conhecido da polícia e ficou paraplégico em uma tentativa de assalto em uma casa lotérica no Pequi, na av Cristóvão Colombo, seu parceiro morreu no local, na tentativa de alvejar um soldado da polícia militar. Depois de algum tempo recolhido para tratamento Alisson, recomeçou a sua vida e no dia 12/05/2014, por volta das 15hs, Alisson, morreu baleado nas costas e na cabeça, em sua cadeira de rodas, sem poder tomar qualquer atitude que pudesse se defender, e Ricardo Silva que estava no local foi baleado na perna e levado imediatamente ao HRE sem nenhum risco de morte.

As investigações começaram, e logo no início, testemunhas, deram conta de os atiradores eram, Sirlon e Alessandro Santos Damascena e, a causa já era uma guerra de facções, como acontece até os dias de hoje, Sirlon, também já era manjado da polícia; porte ilegal de armas, prisão por drogas, e um julgamento no qual foi inocentado, também por homicídio, desta vez Sirlon foi a julgamento por homicídio consumado e homicídio tentado.
Sirlon mais uma vez foi ouvido, desta vez, na presença do promotor, e dos jurados que na realidade são os verdadeiros juízes, ele negou tudo, apenas confirmou que em relação a droga ele realmente tinha, o homicídio no qual foi inocentado e porte ilegal de armas, mas o homicídio consumado e o homicídio tentado ele negou e disse que, há muito, vinha sendo perseguido por integrantes da polícia civil e, que depois de torturado ele acabou confessando o crime.

Na acusação o promotor Dr. João Alves Neto, que muito criterioso, utilizou do seu tempo, mostrando ao corpo de jurados que Sirlon além de ser elemento de alta periculosidade, ainda tinha um currículo que não deixava nada a desejar. Dr. João explicou os detalhes do crime, desde quando Sirlon passou pelo local de moto, uns diziam que era uma moto 125 preta outros diziam que era branca, mas todos foram unânimes em afirmar que Sirlon passou de moto até chegar á vítima. Ainda nas informações, parceiro de Sirlon, o Alessandro, ao chegar ao bar, perguntou quem era Alisson e que, Sirlon chegou e disse: “ é este aqui‘ e começou a atirar” desferindo todos os tiros pelas costas, sendo que alguns dele pegaram na cabeça e Alisson teve morte instantânea. Dr. João conclamou que, os jurados são os verdadeiros representantes da sociedade, a “nata” por assim dizer, pois todos são es colhidos pela postura, procedimento, comportamento social e que neste momento, a sociedade, não poderia ser melhor representada, do que pelos jurados escolhidos e que justiça tinha de ser feita, para mostrar que em Eunápolis, meliantes, tem o julgamento que merece.

Foi feito o intervalo para o almoço e logo em seguida, veio a defesa, representada por dois jovens advogados, que também fizeram o melhor, Dr. Clériston do Carmo e Dr. Allan Brandão, duas promessas jurídicas, postas à prova de fogo, e mesmo assim, diante de uma “fera” como o promotor Dr. João, buscaram seus argumentos dentro do processo e do CPP, buscando cada um “per si”, desmistificar os argumentos da promotoria que insistia em acusar o réu, e a defesa, claro, buscou todos os argumento para mostrar aos jurados, que Sirlon era inocente e que no dia do crime, ele estava na roça e, que não fora ele o autor do referido homicídio e nem da tentativa narrada no processo de 447 páginas, sendo que na defesa, primeiro falou Dr. Clériston e em seguida Dr. Allan, eloquência não faltou a nenhum dos dois, e enfrentar Dr. João logo de início de carreira, é nada mais do que uma folha a mais no currículo de quem mostra, que o futuro será muito promissor. Tanto Dr. Clériston como Dr. Allan, estiveram todo tempo atentos ao processo, buscando nele, as possíveis falhas, que pudesse contrapor a promotoria, testemunhos diferenciados, falta de testemunhas, alegando inclusive quem, por estarem de costas para a rua, como puderam saber que o atirador era Sirlon, se quem podia identificar o atirador, na hora dos tiros, saiu correndo para o interior do bar.
Após breve intervalo, Dr. João veio para a réplica em suas anotações mostrou aos jurados, as possíveis falhas de defesa, e mostrando que, a defesa tentou seguir por um outro caminho que não existia, mas que a sociedade esperava uma resposta para um crime, desta natureza, e com muita calma, Dr. João por algumas vezes desafiou a defesa, em mostrar falhas enquanto ele estivesse falando, por que depois, ele não poderia falar maios nada, reiterando todas as acusações contra o réu, Dr. João, explicou aos jurados o procedimento na salas secreta, pois alguns eram jurados novos e, disse que sua “qualificadora” era; homicídio por motivo torpe, por meio cruel, sem dar chances de defesa á vítima, e que a tentativa de homicídio, o assassino não se importava com o resultado, pois ele atirou no meio de mais ou menos umas 20 pessoas, e por isto, o júri foi desmembrado, podem o cumplice de Sirlon, ser julgado a qualquer hora.
Na tréplica, os argumentos foram, praticamente os mesmos, pois não há muito o que acrescentar, a defesa mais uma vez, usou a estratégia de negativa de autoria, dando conta de que, ao sentenciar Sirlon, estavam prendendo o homem errado. Por outro lado, defender Sirlon, era na realidade uma luta contra o inevitável, pois todas as investigações, davam Sirlon, como sendo o autor dos disparos, e nem mesmo a confissão por tortura, não obteve o resultado esperado, isto a saber que quando foi preso, de acordo com o processo, Sirlon portava 2 revolveres, sendo que um deles era da PM baiana, e o outro, em poder do judiciário, de acordo com a perícia, foi o revolver usado no homicídio.
Depois de tudo, o réu foi para a pequena sala de reclusão do fórum e os advogados, o promotor, o juiz e os jurados, seguiram para a sala secreta, onde por quase 2 horas, deliberaram sobre o destino de Sirlon e no retorno, Dr, Otaviano, leu a sentença, Sirlon foi julgado e condenado a 28 anos e 2 meses de reclusão, em regime fechado, sem direito a recurso em liberdade, por se tratar de um elemento perigoso e nocivo a sociedade, a defesa irá recorrer, mas enquanto isto, Sirlon ficará preso no presídio de Eunápolis, e o rota51.com tem mais uma novidade, alguns trechos da atuação do promotor e da defesa, estão sendo transmitidos ao vivo, o rota51.com contando agora com a jornalista colaboradora, Alinne Werneck.
Em mais este julgamento, atuaram; como presidente do júri o MM. Dr. Otaviano Sobrinho, o representando do Ministério público estadual Dr. João Alves e na defesa os jovens advogados Dr. Clériston Carmo de Souza e Dr. Allan Brandão, o júri desta 3ª feira, terá como promotor Dr. Dinalmari Mendonça Messias.














































































Esse sirlon é perigoso,, foi ele MSM ,,,,,e chefe do PCE,,,tem que dar pena de morte
Isso MSM ,esse sirlon é perigoso ,nem só foi esse homicídio não,, ele é chef do PCE