

Pela morte do jornalista Ronaldo Santana há pelo menos uns 20 anos atrás, em 10 de outubro de 1997, quando este se dirigia para a Rádio Jornal, onde apresentava o seu programa, depois de muitos anos, vários julgamentos já foram marcados e todos eles adiados, por decisão do TJ-BA.
Em todos os júris marcados, sempre houve liminar adiando o júri, outro adiamento foi porque o TJ, não tinha como arcar com as despesas dos jurados que residem fora do município, outro, porque o júri foi marcado e o promotor Dr. João Alves se julgou incompetente para o ato, sendo isto pelo fato de os réus serem de Eunápolis e, outro promotor teve se vir de fora e, este julgamento, marcado para esta 2ª feira 05/12, adiado por um erro judicial.


Nesta 2ª feira, ao abrir a sessão de julgamento, Dr. Otaviano Andrade, MM juiz da vara crime, ao declarar que não haveria júri, fez um desabafo, pertinente somente a um juiz, que sempre quer cumprir suas obrigações, mas é impedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia, quando disse que um médico, quando abre um paciente, sabe onde estão os órgãos vitais do paciente e qual deles é preciso ser operado, mas o TJ qualquer dia, irá somar 2+2 e o resultado poderá ser 5; fala quem sabe e, por isto, é preciso ter a liberdade de fazer o que deve ser feito.
A reportagem do rota51.com ao final de tudo, conversou com uma das pessoas indiciadas pelo crime, a Sra. Maria Sindoiá, e fez uma pergunta jornalística: “de como ela se sentia diante de situações como esta e se por ela este júri já deveria ter acontecido”. – Dona Maria respondeu que “hoje é hipertensa, diabética e que este júri já deveria ter acontecido há muito empo, pois evitaria o stress, o nervosismo, a impaciência e, sobre tudo passar por situações vexatórias como esta e, que esta situação é muito incômoda tanto para ela como para seus familiares, Dona Maria ressaltou que, sempre que um júri é marcado, ela já tem a impressão de que, mais uma vez, ela estará diante de uma situação muito debilitada de saúde, e o que a ampara, é a força dos amigos e da família.”

O que algumas pessoas acham, é que dentre os indiciados, existe alguém realmente culpado e que tem medo da condenação e por isto, sempre que um júri é marcado, sempre existe uma liminar para anulação da data marcada. Isso além prejudicar os que querem o julgamento, ainda causa constrangimento a todos os envolvidos, quer como indiciados, como advogados de defesa, do MP, do Juiz e principalmente dos jurados.
Desta forma, um novo júri será marcado, mas quando ninguém sabe, a saber que em 2017, haverá a semana nacional do júri e em uma data qualquer outro júri poderá ser marcado, estiveram presentes todos os jurados convocados para o sorteio, o MM juiz Dr Otaviano presidente do júri e o promotor Dr. Ariosmar Figueiredo que atuaria como acusação e, os advogados de defesa Dr. Fabrício Ghill Frieber, e Dr. Antônio Pitanga.
