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No 2º dia de júri, promotor pede absolvição para os réus.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
24/04/2018
in Especial, Eunápolis, Justiça, Notícias
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A alegria da absolvição

No início do júri desta 23ª feira 24/04, primeiro foi ouvido o ultimo réu, Biano, um dos implicados no processo, como sendo o piloto da moto que cujo atirador Dantas, atirou e matou Mayara   Cristina Marques da Silva e feriu Jadison Alves Moura de Oliveira, e que teve como indiciados Marcelo Santana Moreira e Paulo César.

Depois do depoimento de Biano que explicou os motivos pelo qual Paulo César acusou os 3 da morte do casal, sendo inquirido pelo juiz presidente, os advogados de defesa e os defensores, Biano se uniu aos demais para ouvir a partir dali, a atuação do Ministério Público, na pessoa do promotor Dr. Dinalmari Mendonça Messias, coadjuvado pelo outro promotor, Dr. Luiz Neto.

Dr. Dinalmari pedindo a absolvição
Dr. Luiz Neto seguindo a mesma linha de raciocínio

Dr Dinalmari iniciou a sua fala, promovendo a acusação e mostrando para os jurados, a participação de cada um dos réus no processo em que Mayara fora morta, e Jadison marido de Mayara fora ferida duas vezes, e Dr. Dinalmari prosseguiu com a acusação e, ninguém esperava o prosseguimento da acusação, quando Dr. Dinalmari, pediu aos jurados absolvição dos réus por falta de provas, pois as provas existentes no processo eram inconclusivas, frágeis e sem nenhuma consistência que pudesse da continuidade a acusação, neste momento, réus, familiares e amigos, começaram a chorar, pelo fato de ter sido uma decisão inédita e que ninguém esperava.

A defesa esmiuçando em detalhes, a inocência do réu
Ex juiz diz que aqui, não se faz teatro, se faz justiça, elogiando Dr. Dinalmari e Dr. Luiz.

E para corroborar o pedido do Dr. Dinalmari, Dr. Luiz veio e fez a sustentação do pedido, mostrando que o MP não é só acusar e colocar o réu na cadeia, mas veio para fazer justiça. Com esta decisão do MP, tudo ficou mais fácil para os defensores, que mesmo diante da sustentação do MP, por obrigação, eles tinham de fazer a defesa de forma normal. Dr. Igor foi mais além, ele ver aos jurados, que mesmo tendo sido pedida a absolvição, ele em caso contrário, mostraria aos jurados a vida bandida de Jadison, envolvido com drogas, e que quando ele acusou Marcelo, dizendo que Marcelo teria assediado sua mulher Mayara, e que havia lhe dado um soco no rosto, o que foi negado por Marcelo, Jadison queria vingar de Marcelo, por este ter prendido tempos atrás seu pai e irmão por porte ilegal de armas e todos os demais defensores, seguiram a mesma linha de defesa, dando conta da inocência dos acusados. Pelo fato de ter sido pedida a absolvição dos réus, não houve réplica e nem tréplica, ainda no meio da tarde por volta das 16h30m, o Juiz presidente Dr. Otaviano Sobrinho, leu todos os quesitos que deveriam se votados pelo corpo de jurado, o que foi feito e para abreviar o tempo, pois este foi um dos julgamentos mais concorridos da cidade, os jurados responderam aos quesitos, e absolveram os 3 réus, dando-lhes a credencial de “inocência”, agora todos os 3 ex réus, terão uma vida livre e com a consciência tranquila da inocência, a saber que Jadison foi morto em casa por desafetos, sendo que um deles morreu em confronto e o outro, está desaparecido, fugiu sem deixar endereço. Na realidade, Marcelo era o mais visado, pois a delação de Paulo César, colocando Marcelo como atirador e autor intelectual, o colocava em maior risco de condenação. Tanto Dr. Igor quanto Marcelo deram entrevista ao rotga51.com com exclusividade, falando do julgamento, a entrevista será postada em matéria especial, após edição do áudio.

Dr. Otaviano prolatando a sentença, “absolvidos”

Novo júri, agora com mais intensidade de espera, será no próximo dia 14 de maio, quando sentarão no banco dos réus, o ex prefeito Paulo Dapé envolvido e acusado como sendo o mandante da morte do radialista Ronaldo Santana, mais Toninho da Caixa, Dudu Oliveira, Maria Sindoiá, sendo que este júri já foi marcado várias vezes, e espera-se que desta vez, os acusados sejam realmente julgados, e se por ventura, houver culpado que seja julgado, condenado e dê à sociedade a resposta justa pela morte do radialista.























A alegria da absolvição

 

Paulo Barbosa

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