
Depois da chamada “bolsa fora da lei” em que cada filho de detento tem direito a mais de 1 salário por mês, coisa que estarreceu o Brasil, porque o governo paga, mas o dinheiro é nosso e, com as chacinas acontecidas recentemente; é que veio realmente a tona, o poder das facções sobre o sistema político e até certo ponto o judiciário do país, isto é que vemos no poder do chamado “direitos Humanos”, mas tem uma explicação para tudo isto: “É que os presos que roubaram mataram, estupraram, traficaram, sequestraram, dinamitaram caixas de bancos dentre outros crimes, são por lei, protegidos dos governos de cada estado e finalmente pelo governo federal”.
As resta uma pergunta: “e os policiais que fizeram concurso, passaram por uma academia militar, foram para as ruas dar segurança ao povo que trabalha e paga impostos, para que, destes impostos, saiam os salários destes impostores travestidos de políticos governantes, que fazem leis que agraciam os bandidos, mas deixa as famílias dos policiais mortos na defesa da sociedade, sem nenhum respaldo, e onde estão os representantes dos direitos humanos que não vão na casa de um policial saber como vão as famílias”? Agora por causa desta tutela, o governo do amazonas, vai ter que pagar elevadas indenizações aos familiares do mortos na chacina.
A revolta é tão grande que pelo WhatsApp, recebemos textos, que expressam muito bem a indignação do povo e a revolta contra os políticos, que por medo ou por dinheiro, passaram a ter medo, mesmo sabendo que o patrão deles é o povo que vota, elege e os mantém no poder, Leia um dos textos enviados:
“-Um dos mortos na rebelião do presidio em Manaus se chamava Errailson Ramos de Miranda, ele estava preso por ter estuprado e matado uma *menina de 4 anos*de idade chamada Maria Eduarda.
O Governador de Manaus irá indenizar a família do Errailson, porém, quando Dudinha foi estuprada e morta por ele a facadas, ela teve seu útero perfurado pelo meliante durante o estupro. Além das facadas Eduarda recebeu socos e teve seu intestino fraturado pela maldade de um homem com 38 anos durante o ocorrido.
A família dela só recebeu “meus pêsames” do estado. Os Direitos Humanos ou a Rede Globo nunca apareceram em defesa da família. O Fantástico nunca perguntou como o pai de Duda consegue ter forças para viver. A mãe da criança está com depressão e toma medicamentos até hoje!!! Esse é o Brasil!
País onde bandido tem direito e cidadão de bem tem impostos para sustentar a tirania!
Vergonha dessas leis estúpidas!!! Pode divulgar, pro povo brasileiro ver o que essa justiça brasileira apoiada por um canal de tv irresponsável cúmplice da ilegalidade é capaz de fazer.”
Outro texto via WhatsApp
” ENTREVISTA COM O LÍDER DO PCC, MARCOLA. “Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema
O GLOBO: Você é do PCC?
– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…
O GLOBO: – Mas… a solução seria…
– Solução? Não há mais solução, cara… A própria idéia de “solução” já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma “tirania esclarecida”, que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC…) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios…). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.
O GLOBO: – Você não têm medo de morrer?
– Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar… mas eu posso mandar matar vocês lá fora…. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba… Estamos no centro do Insolúvel, mesmo… Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração… A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala… Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em “seja marginal, seja herói”? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha… Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante… mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas “com autorização da Justiça”? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.
O GLOBO: – O que mudou nas periferias?
– Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório… Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no “microondas”… ha, ha… Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.
O GLOBO: – Mas o que devemos fazer?
– Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas… O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, “Sobre a guerra”. Não há perspectiva de êxito… Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas… A gente já tem até foguete anti-tanques… Se bobear, vão rolar uns Stingers aí… Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas… Aliás, a gente acaba arranjando também “umazinha”, daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?
O GLOBO: – Mas… não haveria solução?
– Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a “normalidade”. Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco…na boa… na moral… Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês… não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: “Lasciate ogna speranza voi cheentrate!” Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.
Este texto também foi recebido via WhatsApp, não se pode dizer que foi o Marcola que deu esta entrevista, mas se for verdade, nós brasileiros que trabalhamos e pagamos impostos, estamos fritos.
