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NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ASSESSORIA DA FETAG-BAHIA EM RELAÇÃO AOS CONFLITOS NO EXTREMO SUL BAIANO.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
20/09/2017
in Agricultura, Infra Estrutura, Meio Ambiente, Notícias, Política
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Informações a Imprensa e a sociedade em geral.

O Extremo sul é uma região marcada por conflitos na disputa pela reforma agrária desde a década de 1980, ocorre que de lá pra cá, esses conflitos só aumentaram apesar de alguns assentamentos já implantados na região com a participação do INCRA (Instituto de colonização e Reforma Agrária). Com a chegada das empresas de Celulose que detém a maior concentração de terras e com a diminuição dos postos de empregos, isso fez com que os movimentos sociais ligados a luta pela reforma agrária, organizassem os trabalhadores rurais na busca de novos assentamentos.

Ocorre que em 20.10.2011, após uma reintegração de posse em um dos acampamentos representado pela FETAG -BA, houve uma grande mobilização dos trabalhadores nas ruas de Eunápolis fazendo a distribuição de parte da produção que restou da plantação destruída, o Governador na época o Jaques Wagner, convocou a FETAG – BA, (Federação dos trabalhadores na agricultura do Estado da Bahia), CONTAG (Confederação Nacional dos trabalhadores na Agricultura), ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e a EMPRESAS/VERACEL, para um reunião em Salvador, na tentativa de encontrar uma saída para diminuir os conflitos na região.

Dessa reunião entre os movimentos e a empresa de Celulose, apos esses acontecimentos, o MST, FTL, APRUNVE, MRC E MLT, também passaram a fazer parte de um acordo construído com a participação do Estado, Movimentos Sociais e empresas de Celulose da região incluindo ai a FÍBRIA E A SUZANO PAPEL E CELULOSE, onde cada movimento teve suas fazendas definidas, ou seja, as áreas que estavam ocupadas até 2011, passaram a fazer parte do acordo para assentamento das famílias.

Com o passar do tempo e com a morosidade do Estado, foram surgindo outros movimentos e pseudas lideranças, picaretas e oportunistas que passaram a invadir as áreas da FETAG na região, o que precisa de fato é o GOVERNO DO ESTADO, tomar a decisão de fazer cumprir o acordo estabelecido entre as partes. Se o Governo que pode acabar com esse conflito entre os trabalhadores não tomar as devidas providencias os problemas irão continuar e isso é péssimo para aqueles que dependem da tutela do Estado Brasileiro.

Há mais de um ano, estamos insistindo em uma audiência com a sala de situação órgão do governo responsável para solucionar conflitos, para tratar dessas questões especificas, no entanto sem êxito, pois inexplicavelmente este setor do Governo vem adiando o pleito solicitado.

A FETAG – Bahia, estar dispostas envolver a ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, O JUDICIÁRIO, MINISTÉRIO PÚBLICO, PASTORAL DA TERRA e as Organizações Sociais que lutam pela Paz para resolver essa situação que poderá se transformar em uma tragédia entre trabalhadores que lutam pelos mesmos objetivos, o que não é bom para a imagem do nosso Estado e principalmente para os trabalhadores E OS MOVIMENTOS SOCIAIS. Quero reforçar que a responsabilidade é exclusivamente do Governo do Estado, caso aconteça uma tragédia em uma dessas áreas em conflito.

Saliento que o conflito mais recente, foi na Fazenda Amazonas área consoante acordo pertence à FETAG-BA, pelo fato dessa área estar próxima ao um dos assentamentos do MST denominado de SERRO AZUL, a maioria das famílias que causam o conflito com os trabalhadores da FETAG, vem desse assentamento, sendo que a grande maioria já estão assentadas no referido assentamento.

 

Paulo Barbosa

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Comments 4

  1. Marco says:
    9 anos atrás

    Com essa nova invasão de terras já em acordos a fetag e mst estão provando do próprio veneno….kkkk

    Responder
    • Tico lisboa says:
      9 anos atrás

      São as lamentáveis contradições que nos obrigam a ter maturidade na hora de agir! A área é da Fetag! Só isso!!!

      Responder
  2. Welington Santos says:
    9 anos atrás

    É importante esclarecer a sociedade que o Governo do Estado tem que assumir a responsabilidade e fazer cumpri o que o próprio Estado assumiu o compromisso, o que não pode acontecer é deixar quem precisa da tutela do estado vivendo esse tipo de situação.
    Ano que vem tem eleições e os trabalhadores que estão na disputa de uma propriedade que todos sabem a quem foi acordada não pode continuar sendo vitima do sistema politico Brasileiro.

    Responder
  3. Tico lisboa says:
    9 anos atrás

    São as lamentáveis contradições que nos obrigam a ter maturidade na hora de agir! A área é da Fetag! Só isso!!!

    Responder

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