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Réu fugitivo foi julgado a revelia, pegou 14 de cadeia, quando aparecer vai para o presídio

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
28/09/2017
in Justiça, Notícias, Política
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Dr. Otaviano, esclarecendo aos jurados como devem agir depois de escolhidos

No dia 16 de outubro de 2005, depois de bem embriagado e de posse de uma faca tipo peixeira, Valdeni Batista Teixeira, mais conhecido como “Louro ou Deni” e, que de acordo com os autos do processo, Valdeni era o gerente da farinheira Xavante no bairro Rosa Neto e, que, no dia do crime, vítima Erivaldo Santana de Souza, que também trabalhava na referida farinheira, estava amarrando uma carga de farinha em um caminhão,  em dado momento chegou à farinheira, um outro caminhão com lenha,

Dr. João iniciando os trabalhos de acusação

o motorista deixou o caminhão e saiu, como estava bebendo, o gerente Louro, ao precisar retirar o caminhão de lenha do lugar onde estava, foi preciso retirar o caminhão de madeira e, Louro mandou buscar as chaves e entregou as mesmas para uma outra pessoa, que também estava bebendo e já embriagado. O homem entrou no caminhão e não esperou carregar os freios a ar, do caminhão e, quando deu partida, como os freios não pararam o caminhão, este entrou em uma residência, derrubando uma parede da mesma.

A vítima Erivaldo reclamou com Val, porque ele entregou as chaves do caminhão a um homem bêbado, neste momento Louro foi até a sua casa, arrumou tudo, se armou e quando voltou deu uma única facada nas costas de Val, neste momento as pessoas se uniram e levaram Val para o Hospital onde ficou 2 dias, porém como a facada atravessou o fígado, a vítima não resistiu e veio a óbito e, Louro acabou fugindo e por isto tudo ficou parado. Como não foi encontrado, foi citado por edital, mas continuava foragido.

Tempos depois, Louro foi capturado e citado pessoalmente e, deu o seu depoimento, dizendo que realmente o que aconteceu é verdade mas não da forma como foi relatado, que houve realmente o acidente entre o caminhão e a casa, que é de propriedade de um dos donos da farinheira, conhecido como Carlais, e que Val que havia saído com o caminhão de farinha, ao chegar no local, já foi logo xingando Louro e, que, tanto Erivaldo como Carlais, acabaram agredindo Louro que teve de chamar a polícia outra vez, ambos já haviam se agredido por causa de outra cachaçada.

Testemunhas deram declaração de que, Louro chegou pelas costas de Val e desferiu uma facada sem dar chance à vítima de se defender, já que não houve nenhuma agressão, apenas uma discussão rápida, quando Louro foi pra sua casa, voltando logo depois armado e feriu seu companheiro de trabalho, por outro lado, todos disseram que Val era gente boa e que todos gostavam dele.

Preso, o delegado, solicitou ao MM Juiz, que concedesse ao réu preso, liberdade condicional, devido ao fato do réu estar ferido e desde então, Louro fugiu, passando a ser intimado por edital, e por isto o seu julgamento nesta 5ª feira, foi com ele, o réu, ausente.

Na acusação mais uma vez, Dr. João Alves, que abusou das prerrogativas de acusador, mostrando aos jurados, que Louro, bêbado de uma discussão sem pé nem cabeça, foi em casa se armou e veio matar Val, fria e cruelmente pelas costas, e que o crime foi torpe e, que como o réu pode mentir, Louro mentiu sobre os fatos, dando conta de que as testemunhas todas visuais, deram conta de que não houve briga, e que o assassinato, foi cruel sem dar chances à vítima. Dr. João fez uma preleção ao corpo de jurados, dando conta de que, a defensoria Pública, nunca age em favor de uma criança que precisa de um remédio, de um paciente que precisa de uma cirurgia, e que não vai á casa dos menos favorecidos, para saber como vão as famílias mais pobres e, necessitadas de apoio jurídico, mas que vão para os presídios, advogar para os presos, o que é triste de se ver. Que Louro tem uma personalidade irascível, com a mente distorcida para o crime. Dr. João, ao enaltecer as qualidades do corpo de jurados, disse que em países mais adiantados, o corpo de jurados tem cursos para saberem como agir, e antes dos júris, tem reuniões esclarecedoras. Dr. João explorou todas as nuances da acusação para não perder a chance de condenar mais um réu, acusado de assassinato, e a sua qualificadora foi “homicídio duplamente qualificado, motivo torpe e cruel, sem dar á vítima chances de defesa”, esta sustentação, Dr João, o fez tanto na acusação quando na réplica, sendo que nesta sessão do júri, a defensoria pública foi feita pela Dra. Tâmires Oriel Lima Cardoso, defensora recém chegada do Piauí, para compor a pública de Eunápolis. Dr. João argumentou que, o preso tem 5 refeições por dia, psicólogo, dentista, salário e, que quem tiver dó deles, que os leve para suas casas.

Dra. Tâmires, mostrando no processo, a sua peça de defesa do réu

Dra. Tâmires, também usou e abusou de toda a sua eloquência, na defesa de Louro, baseando-se no seu depoimento, quando disse que antes de atingir mortalmente al ele foi por este, agredido fisicamente e que Val ainda tentou corta-lo com um facão sendo impedido por populares, o que o obrigou a chamar a polícia 3 vezes, uma vês pelo acidente e as outras 2 vezes para queixar-se da agressão sofrida por Val. Dra. Tâmires, em defesa de Louro, disse que foi num momento de descontrole acabou atingindo Val, pelas costas, pois pensou que Val ia pegar alguma coisa para atingi-lo. Dra. Tâmires, de forma sucinta e direta, buscou mostrar ao corpo de jurados, a importância de cada um, em um julgamento, dando conta de que Louro em nenhum momento negou a autoria do crime, mas apenas deu a sua versão e, de como as coisas aconteceram. Depois da réplica de acusação, a defensora pública veio para a tréplica, não mais falando do processo, mas realçando algumas informações dadas aos jurados, disse que não se pode condenar uma pessoa, que cometeu um crime num momento de desespero, e que ele já havia passado 12 anos aprisionado em si e, que uma condenação agora, iria joga-lo no meio de traficantes, assassinos cruéis, e que ela,  ao ir no presídio no setor “seguro” ela pode ver a situação em que vive os presos e, da forma como o crime aconteceu, Louro não merecia ir para lá. Dra. Tâmires, foi muito bem, usou a sua oratória de forma muito cadenciada, espe4rando com isto obter do corpo de jurados, um julgamento mais ameno, com menos anos de reclusão, mas Dr. João antecipou dizendo que, a defesa queria diminuir os anos de condenação, pois desta maneira, ela poderia exigir a prescrição do crime, mas Dr. João antecipou ato e Louro foi condenado.

Visitando Eunápolis o promotor de Almenara MG Dr. Agenor Cunha Peixoto e esposa, sendo recepcionado por Dr. João Alves e esposa.

Os jurados subiram para a sala secreta às 16h 58 m e o veredito saiu ás 18h e 5m. Louro, depois de ter os quesitos votados, foi condenado a 14 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, como está foragido, quando for preso, terá uma pena a cumprir no presídio de Eunápolis. Depois de ler o veredito, o juiz presidente do tribunal do júri de Eunápolis, Dr. Otaviano Sobrinho, fez sérios elogios ao trabalho da promotoria, que sempre busca o melhor para fazer justiça, enaltecendo também o trabalho da defensora Dra. Tâmires elogiando a sua performance e, finalmente agradeceu o trabalho da equipe do rota51.com que é o elo de ligação entre a justiça e a sociedade eunapolitana, em transmissão ao vivo, nesta 5ª feira a jornalista Alinne Werneck, ao final do julgamento, havia computado mais de 25 mil views entre a promotoria e a defensoria pública.





















 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Barbosa

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