Muitos poderão não entender o título da matéria, mas há uma explicação; “quando os donos da farmácia Indiana” vieram a Eunápolis comprar a área em frente ao supermercado
Cambuí, ali estava a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, a padroeira da cidade, é 1ª Igreja da cidade, onde existe um túmulo do seu benfeitor. Foi feita uma promessa, de que nada seria mudado, e que a mesma seria restaurada, mantendo assim um patrimônio “histórico e cultural da cidade”. Em conversa com o dono do complexo comercial, “Indiana” o Sr. Alexandre Matar e o supervisor das empresas Sr. Carlos Sampaio, Estes disseram ao jornalista de imagens Urbino Brito, que tudo seria mantido fiel ao original, o que foi uma grande surpresa, pois, nos dias de hoje, é difícil manter um patrimônio, a não ser que exista um grupo que cuide deste patrimônio e que um documento seja assinado neste sentido, mas é aí que vem a surpresa.

A reportagem do rota51.com e do nossacara.com, ao fazer a cobertura da Câmara Municipal nesta 5ª feira, o vereador Tiago Mota levantou o problema, falando em criar uma lei, que resguardasse o referido patrimônio, tombando a Igreja em “patrimônio histórico e cultural de Eunápolis”, coisa que as Câmara anteriores já deveriam ter feito há muito tempo, e não fizeram, então os repórteres foram até o local e, para surpresa, viram a igrejinha totalmente modificada em seu original e, agora nada mais resta fazer.
A educação e o respeito, demonstra o quão pode ser feito pelo país, e principalmente em Eunápolis, quando muitas nascentes foram soterradas para servir de loteamentos, uma igrejinha que há muitos anos, permaneceu intocável e, pergunta-se, o que deveria ter sido feito e, não fizeram: “Deveriam ter contratado um restaurador, para que ele, com toda a sua experiencia e sabedoria em restaurações”, pois desta forma o patrimônio, mais antigo do município, estaria sendo reformado, dentro das especificações patrimoniais necessárias, mas não, contrataram pedreiros, mesmo que experientes, porém sem nenhum conhecimento em restaurações históricas, e não é por falta de dinheiro, pois quem saiu comprando tudo que viram pela frente, com certeza, deve saber que dinheiro não paga promessas, mas conserva patrimônios.

Cortaram uma árvore muito antiga, e fizeram canteiros para minúsculo jardim, como se assim dessem um “jeito”, agora não tem mais jeito, o negócio é o vereador, fazer uma lei para ser votada e aprovada, para que não haja surpresa futura, que a igreja será derrubada, o túmulo em seu interior não se transforme em um jazigo, em um cemitério qualquer da cidade.
“É uma pena, agora só resta saber o que mais vão destruir, para mostrar que a força financeira vale mais do que a história de uma cidade”. A igreja está lá, mas descaracterizada.
