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Tribunal do júri de Eunápolis, sentenciou mais um assassino, 12 sem dó e sem piedade.

Paulo Barbosa Por Paulo Barbosa
16/03/2018
in Eunápolis, Notícias, Segurança
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Dr. Otaviano, juiz presidente, sorteando o corpo de jurados

No processo, conta que ele Petronílio Francisco da Silva, mais conhecido como “Totinha”, matou a sua companheira com várias marteladas, depois enterrou o corpo no quintal de casa, esteve na delegacia algumas vezes, sempre negando o crime, até que o mal cheiro o denunciou, quase foi linchado, mas depois acabou confessando o crime e suas nuances, e depois de tanto negar, acabou entregando inclusive o martelo usado no crime.

Petronílio, matou no dia 13 de setembro de 2010, matou sua companheira, Anaíldes Gama dos Santos, que convivia com ele há 4 anos, na rua Campo Belo no Alecrin, depois de mais uma discussão violenta, por causa de ciúmes, já que algumas outras já tinham sido registradas. Mesmo que os vizinhos viessem denunciando o homicídio há algum tempo, havia sempre uma negativa por parte do assassino, até que o mau cheiro, fez uma denúncia definitiva, quando Petronílio foi preso em flagrante. O ciúme era porque Petronílio era bem mais velho que Anaíldes, e esta diferença de idade gerava ciúmes. Anaíldes foi encontrada sepultada em uma cova rasa, no meio do brejo, coberta de folhas e ramos secos.

Dr. João Alves na acusação

Na delegacia, Petronílio contou, que depois de terem feito sexo, surgiu uma discussão e que Anaíldes pegou o martelo e o acertou na perna, na luta ele tomou o martelo de golpeou-a na cabeça algumas vezes, advindo daí a sua morte. Depois ele foi ouvido algumas vezes, na delegacia, no fórum, ficou um pouco preso, já em liberdade condicional, ele assinou presenças algumas vezes e depois sumiu de vez, não sendo encontrado, ele foi julgado como “revel”.

Nos debates duas feras se encontraram nesta 5ª feira, na acusação Dr. João Alves e na defesa Dr. Antônio Pitanga, aluno e professor, mostraram que um ensina bem e o outro aprendeu muito bem. Dr. João Alves disse que foi um crime cruel, pois depois da autópsia, ficou revelado que Anaíldes levou martelada que não puderam ser contadas e que o próprio assassino disse que ela morreu na “boquinha “ da noite, ou seja ao entardecer, já que o crime foi cometido na parte da tarde, não precisando a hora, mas o corpo de Anaíldes foi encontrado em estado de putrefação, totalmente nua enterrada no brejo e coberto de folhas secas. Dr. João classificou o crime como sendo cruel, sem chances de defesa à vítima. Dr. João enfatizou que Petronílio, em seu depoimento, alegou legitima defesa, mas se não houve luta corporal, então não houve legítima defesa. Dr. João disse que a lei não favorece nem a vítima e nem a sociedade, que existe a ampla defesa mas não existe a ampla acusação.

A defesa com Dr. Antonio Pitanga

Já em seu momento de defesa, Dr. Antônio Pitanga, disse que seu cliente, não cometeu um crime cruel, foi um homicídio sim, mas não houve meio cruel e, nem tampouco foi um crime sexual. Dr. Pitanga alegou legítima defesas, alegando a diferença de idade, ele, Petronílio á época com 68 anos e ela, Anaíldes com 35, esta diferença de idade, fazia muita diferença entre os dois, e que não houve introdução do cabo do martelo nas partes íntimas de Anaíldes. E que as partes mais sensíveis, como olhos, órgãos genitais dentre outros, iniciam a putrefação primeiro, na defesa do seu cliente, Ar. Antônio disse que esta situação, poderia ter sido vista como “Violência Doméstica” e, que se o réu tivesse oportunidade, ele estaria presente no seu julgamento.

Depois vieram a réplica e a tréplica, quando novamente o promotor Dr. João Alves, retornou ao plenário, para mais uma vez ratificar, os pontos mais importantes deste julgamento, dando conta de que os jurados não esquecessem, dos detalhes, como homicídio qualificado, morte cruel dentre outros pontos, pois, a acusação sempre fala antes da defesa, e sem saber o que vai ser dito pela defesa, ele tem que formular a acusação, principalmente quando se tratava de um advogado inteligente como Dr. Pitanga, na tréplica, Dr. Pitanga, novamente defendeu o meio “cruel”, apontando como sendo legítima defesa, e que o réu, mesmo tendo se mudado de Eunápolis, sempre assinou sua presença e de uns tempos para cá, ao deixar de cumprir suas obrigações judiciais, ele achava que o mesmo, poderia estar morto, devido a idade e as condições em que vivia.

Terminadas as discussões todos foram para a sala secreta onde se deu a votação, e ao prolatar a sentença, Dr. Otaviano leu, o resultado. Petronílio, recebeu a pena de 12 anos de reclusão, pelo homicídio qualificado por meio cruel.

Dr. Otaviano lendo a sentença do réu

Novos júris, a partir de 2ª feira dia 19/03, no fórum da cidade av Artulino Ribeiro Bairro Dinah Borges. E é sempre bom lembrar que os membros do corpo de jurados, sempre são convocados com antecedência, e não devem falar, em caso de algo que impeça a presença do convocado, que avise antes, pois a multa pela falta, pode chegar até 10 salários mínimos. Nesta sessão trbalharam os oficiais de justiça Edvaldo, Zeni e Eliete.

Outra coisa que é sempre, falada antes de iniciar as discussões, é que a sociedade, sempre reclama da falta de segurança, da violência, do que está sendo feito, ou nada está sendo feito, mas esta mesma sociedade, não procura saber, o que é feito no tribunal do júri, do que é feito pelo magistrado, pelos promotores e advogados, em favor desta mesma segurança, mas que a sociedade precisa começar a ver de perto como é feita a justiça, que é um dos braços fortes da segurança e contra a violência, O resto é com as demais autoridade, mas que a justiça em Eunápolis é tratada com o muito carinho em favor de toda a sociedade.















 

 

 

 

 

Paulo Barbosa

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