Na pauta de julgamento no fórum Dr. Afrânio, esteve no banco dos réus, Uelinton da Silva Oliveira, já que seu companheiro Leonardo da Silva Damasceno, foi morto em troca de tiros com a polícia, porém, antes deste fato, os dois, segundo consta dos autos do processo, depois de receberem ordens de Dada, o Ednaldo Pereira Sousa e de seu irmão Rena, Reinaldo Pereira Souza, Uelinton, mais conhecido como “Tinho ou Crispim”, seguiu para a cumprir as ordens dos irmãos, que era matar Michael Santos Silva, e o ato foi consumado no dia 1º/05/2015, na rua Duque de Caxias, próximo ao mercado do Bueiro, quando Michael estava trafegando com sua namorada Yasmim Pereira Nunes, quando Uelinton e Leonardo, ambos de motocicleta, depararam com a vítima, e o mataram de surpresa, pois nos autos consta que Dada e Rena líderes do PCE Primeiro Comando de Eunápolis, havia dado a ordem neste sentido.

Consta dos autos ainda, que Uelinton, foi morto com 14 tiros de pistola 9mm Luger e 1 pistola calibre .380, sendo que foram disparados a queima roupa 17 tiros, sendo que 14 dos quais atingiram a vítima em várias partes do corpo, e como o ataque foi de surpresa, a vítima não teve como fugir dos disparos, ou esboçar qualquer tipo de defesa. Ainda nos autos consta que, o motivo da morte, foi pelo fato de que integrantes do MPA outra fação de venda de drogas, o chamado Movimento do Povo Atitude, comandado à época por Adriano Rodrigues Santana, mais conhecido como “pernoca”. Consta ainda que a ordem de matança, se estendeu até a familiares de várias vítimas, incluindo a mãe de Michel, a sra. Zenaide Santos de Jesus morta na rua Elza Couto, no dia 17 de agosto de 2015.

De todos os mortos a mando de Dada e Rena, apenas Jeferson Santos Silva, o Gordo, conseguiu escapar da sanha assassina, pois segundo os autos, por determinação dos dois irmãos, existe uma tentativa de implantarem o terror, no sistema prisional, para possível punição de todos os integrantes do MPA, no presídio, incluindo o “pernoca”.

Neste julgamento, atuou coimo juiz presidente o MM Dr. Otaviano Andrade Sobrinho, na acusação o promotor de justiça Dr. Dinalmari Mendonça Messias, já na defesa, estivera atuando os Drs. Mateus Ribeiro de Paula e Marcelo Souza Silva Brito e a Dra. Judee Marcelly. Iniciando pela acusação, Dr. Dinalmari buscou todos os pontos específicos de acusação, e dentro dos autos, procurou de todas as formas incriminadoras, de forma em manter atrás das grades o Uelinton da Silva Oliveira. O debate foi intenso e de cada lado, todos buscavam seu intento, o promotor em acusar e a defesa em colocar na rua o jovem que fora acusado de assassinato, principalmente pelo fato de ele, já ter cumprido uma pena de 3 anos por roubo.

Depois da acusação o advogado de defesa dr. Marcelo, buscou refutar todas as acusações, insistindo no fato de não havia provas para acusar e manter preso o Uelinton, um dos assassinos de Michel. Para tanto começaram os interrogatórios, e o primeiro foi o Cap PM Ivan Jorge, que fez seu depoimento, primeiro ao Dr. Otaviano, depois ao promotor e depois ao Dr. Marcelo, em seguida foi ouvido o policial civil Genivaldo, depois foram ouvidas as testemunhas de defesa.
Dr. Dinalmari, disse que, Uelinton em seu depoimento na policia civil ele disse que no período em que Michael foi morto, ele estava trabalhando em uma serralheria em Contagem, perto de elo Horizonte, mas a acusação, mostrou que o acusado, não sabia nem o nome do dona da oficina onde trabalhara 8 meses, e não tinha também outras informações que provassem que ele estava em Minas Gerais.

A defesa usou esta e outras declarações, incluindo a do policial civil, que as suas declarações, de que as armas encontradas, não passaram na prova de balística.
E os debates tomaram proporções ásperas entre acusação e defesa, até que foram para a réplica e a tréplica. Ao final, o júri formado por 5 mulheres e 2 homens, ao julgarem a questão, acabaram por, por falta de provas, inocentaram o réu, que voltou para o presídio, apenas para aguardas as formalidades de sua soltura.
Próximo júri, no próximo dia 10/10, no fórum Dr. Afrânio, às 08 horas. A cobertura jornalística de mais este julgamento foi com a exclusividade do rota51.com.











































































































































